O evento de maior destaque no relatório gerencial de dezembro do KISU11 foi a alocação de parte do caixa na aquisição de cotas do fundo SNEL11, focado em energias limpas. A gestão utilizou aproximadamente 12 milhões de reais, o equivalente a cerca de 3,3% do patrimônio líquido do fundo, para participar da oferta primária deste ativo. É importante notar que essa nova posição ainda não aparece na lista detalhada da carteira de FIIs do relatório porque as cotas possuem uma restrição de negociação até o final de janeiro de 2026, devendo ficar visíveis apenas no próximo demonstrativo. A gestão justificou essa compra como uma estratégia de diversificação de risco setorial e busca por melhores retornos, projetando um dividendo elevado para o ativo adquirido.
Em relação aos rendimentos, o fundo manteve a distribuição estável em R$ 0,07 por cota, o que gerou um dividend yield mensal de 1,00%, levemente inferior ao mês anterior devido à valorização da cota a mercado. A gestão reforçou a mensagem de que o atual cenário macroeconômico, com a abertura da curva de juros, dificulta a geração de ganhos de capital com a venda de cotas (lucro na negociação). Por isso, o resultado do fundo está mais dependente da renda recorrente dos ativos em carteira (o "carrego"), sendo que o patamar de R$ 0,07 reflete justamente a capacidade de geração de caixa do fundo sem depender de lucros extraordinários.
Sobre a movimentação de mercado, houve um aumento expressivo na liquidez das cotas do KISU11, com o volume médio diário de negociação subindo de cerca de 525 mil reais em novembro para mais de 710 mil reais em dezembro. Apesar do aumento no volume financeiro, a base de investidores continua apresentando uma tendência de queda lenta e gradual, saindo de mais de 104 mil cotistas em novembro para cerca de 103 mil em dezembro. O fundo segue negociando com desconto em relação ao seu valor patrimonial, com o indicador P/VP fechando o mês em 0,86x, uma leve recuperação frente ao mês anterior que estava em 0,85x.
Na composição da carteira, a estratégia principal de seguir o índice Suno 30 permanece, mantendo a maior exposição em recebíveis imobiliários (papel), que representam quase 25% do portfólio, seguidos de perto por galpões logísticos. No comentário macroeconômico, o gestor citou o cenário político e as incertezas fiscais como limitadores para a valorização dos ativos locais, adotando uma postura de evitar apostas direcionais arriscadas e preferindo manter uma estrutura de risco controlada. O fundo encerrou o mês acompanhando o movimento positivo do mercado geral, mas a gestão alerta que boa parte do cenário favorável já pode estar precificada nos valores atuais.