O KDIF11, fundo de debêntures incentivadas de infraestrutura com patrimônio líquido de R$ 2,9 bilhões, registrou rendimento mensal de R$ 1,45 por cota em março de 2026, a ser pago no dia 8 de abril, representando dividend yield de 12,1% nos últimos 12 meses. A cota patrimonial fechou em R$ 124,61, enquanto a de mercado ficou em R$ 130,50, com ágio de 4,73%. No mês, o fundo teve retorno patrimonial de -0,76%, abaixo do benchmark IMA-B (+0,17%) e da cota de mercado (+0,7%), impactado pela alta nos prêmios de crédito das debêntures (spread médio de 1,16% acima do IMA-B). A carteira está 88% alocada em debêntures, com yield médio de IPCA +9,2%, duration de 5,8 anos e 69 emissões, sendo 31% com rating AAA.
Desde o início em 2017, a cota patrimonial acumula 152,6% de retorno, superando o IMA-B (117,6%), com performance nos últimos 12 meses de 14,0% contra 12,7% do benchmark. O retorno esperado da carteira é IPCA +9,03% a.a., com prêmio de crédito de 1,3 p.p. acima da NTN-B. As principais posições incluem Portocem (5,6%), Rio+ Saneamento (4,1%) e Rota do Pará (3,9%), com alocação por setor liderada por saneamento (31,2%), geração solar (19,3%) e rodovias (15,8%); por rating, AAA representa 32%.
O mercado enfrentou pressões globais pela guerra EUA-Israel-Irã, com alta do petróleo Brent para US$ 110/barril, elevando prêmios de crédito (IDA-IPCA Infra +0,28 p.p.). No Brasil, o BC cortou Selic para 14,75%, mas taxas intermediárias subiram, como NTN-B 2035 para IPCA +7,56%. Atualização positiva em Portocem, com avanço de 93,6% nas obras e troca para novo consórcio controlador. Novo investimento de R$ 500 milhões em debêntures do projeto Vita Sertão (saneamento em Pernambuco), remuneradas em CDI +2,43%.