O KDIF11, fundo de debêntures incentivadas de infraestrutura, registrou patrimônio líquido de R$ 2,6 bilhões em fevereiro de 2026, com 96% alocado em debêntures de 66 emissões, sendo 31% com rating AAA. A cota patrimonial rendeu 1,72%, quase empatando com o benchmark IMA-B de 1,79%, impulsionada por quedas nas taxas de juros e estabilidade nos prêmios de crédito, com spread médio de 1,11% acima do IMA-B. A cota de mercado fechou em R$ 129,60, com ágio de 3,17% sobre a patrimonial de R$ 127,02, e o fundo tem 46.614 cotistas, com volume médio diário de R$ 5,2 milhões. Os investidores receberão R$ 1,45 por cota em 6 de março, referente a janeiro, representando dividend yield de 12,1% nos últimos 12 meses.
A carteira apresenta yield médio de IPCA + 8,71% a.a., duration de 6,1 anos e foco em setores como saneamento (31,2%), geração solar (17%) e rodovias (15,8%), com ratings concentrados em AAA (31,3%) e AA (acima de 20%). Em fevereiro, o fundo adquiriu 25% das debêntures de R$ 400 milhões da Reuso Itaboraí, subsidiária da Aegea, para projeto de água industrial em Itaboraí (RJ), remuneradas a CDI + 2,30% até 2046, com garantias. Desde o início em 2017, a cota patrimonial acumula 154,6%, superando o IMA-B (117,2%) e CDI (110,8%), com retorno de 17,6% nos últimos 12 meses.
No cenário macro, o IMA-B subiu 1,79% no mês apesar de inflação alta (IPCA-15 de 0,84%, acima do esperado), déficit público estável em 0,4% do PIB primário e dívida bruta em 78,8% do PIB. Prêmios de crédito subiram levemente (IDA-IPCA +0,08 p.p.), mas fluxos para fundos de crédito seguem positivos, embora menores. O fundo mantém alíquota zero de IR para pessoa física em rendimentos e ganhos de capital.