O KCRE11 vai distribuir R$ 0,09 por cota referente a agosto, com pagamento em 14/09/2026, abaixo dos R$ 0,12 pagos no mês anterior. O resultado gerado também caiu, de R$ 0,13 para R$ 0,10 por cota, com resultado líquido de R$ 3,7 milhões ante R$ 5,0 milhões em julho, refletindo principalmente a menor variação do IPCA repassada aos CRI, de 0,58% em maio e 0,16% em junho, contra 0,67% em abril e 0,58% em maio no mês anterior. A rentabilidade sobre a cota média de ingresso de R$ 10,06 foi de 0,89%, equivalente a 82% do DI no período, ante 1,19% no mês anterior, e a reserva acumulada não distribuída se manteve em R$ 0,11 por cota.
Na carteira, a alocação em ativos alvo recuou de 105,2% para 103,0% do patrimônio, enquanto o caixa subiu de 2,8% para 5,1%. A parcela em CRI IPCA passou de 98,3% para 96,5% do patrimônio, com taxa média marcada a mercado de IPCA mais 10,30% ao ano ante IPCA mais 10,43% em julho e prazo médio de 14,5 anos. A parcela em CDI passou de 6,9% para 6,5%, com taxa estável em CDI mais 4,12% ao ano e prazo de 1,0 ano. As operações compromissadas reversas seguem em cerca de 8,0% do patrimônio líquido, mesmo patamar do mês anterior. Por indexador dos ativos, o IPCA passou de 91,0% para 89% e a parcela em SELIC, ligada ao caixa, subiu de 2,6% para 4,7%, com o segmento Home Equity Creditas representando 85% ante 84,7% e o Pro-soluto 15% ante 15,3%.
Na qualidade do crédito, o destaque foi a queda da inadimplência acima de 90 dias nas carteiras de Home Equity para 4,0% do saldo devedor em julho, ante 5,2% em maio reportado no mês anterior, voltando ao patamar considerado normal pelo gestor após a pressão pontual de um crédito de maior valor. O recebimento segue acelerado por pré-pagamentos, com fluxo de 1,61 vez o esperado em julho ante 1,47 vez em junho, e o pré-pagamento de principal de 1,6 vez o esperado. Os créditos em fase de execução de garantia passaram de 1,75% para cerca de 1,79% da carteira, com atraso médio de 19,9 dias ante 19,4 dias, e os créditos em retomada ficaram em 1,97% do patrimônio ante 2,00%. O número de créditos ativos caiu de 1.675 para 1.623, com ticket médio de R$ 226,9 mil ante R$ 227,3 mil e LTV médio estável em torno de 51% a 52%, mantida a estrutura de absorção de perdas pelo CRI Júnior fora do fundo.
No mercado, a cota patrimonial subiu de R$ 9,28 para R$ 9,38, com patrimônio líquido de R$ 337,64 milhões ante R$ 334,20 milhões, enquanto a cota de mercado caiu de R$ 8,86 para R$ 8,70, ampliando o deságio de cerca de 4,56% para 7,24%. Com isso o gestor calcula um rendimento implícito para quem compra no secundário de Inflação mais 11,56% ao ano, ou Inflação mais 10,28% líquido de custos e administração. O volume negociado no mês foi de R$ 7,73 milhões ante R$ 6,59 milhões em julho, com média diária de cerca de R$ 368 mil, e o número de cotistas passou de 16.207 para 16.303.