O ITRI11 é o Itaú Total Return Fundo de Investimento Imobiliário de Responsabilidade Limitada, com funcionamento desde março de 2024, prazo indeterminado e exercício social encerrado em 30 de junho, classificado como fundo de papel híbrido com gestão ativa e destinado a investidores em geral, negociado em bolsa e administrado pela Intrag DTVM com gestão da Itaú Unibanco Asset Management, custódia do Itaú Unibanco e auditoria da PricewaterhouseCoopers. O informe anual com competência de junho de 2026 mostra que o fundo possui 6,25 milhões de cotas emitidas, totalmente pulverizadas entre 18.059 cotistas, sendo cerca de 96 por cento pessoas físicas e 4 por cento pessoas jurídicas, e cobra uma taxa global pela administração, escrituração e gestão correspondente a um valor fixo de 3 mil reais mais 1,20 por cento ao ano sobre o patrimônio líquido. No exercício findo o ITRI11 distribuiu 10,50 reais por cota, o equivalente a uma média mensal de 0,88 real por cota.
Durante o período o ITRI11 realizou diversas aquisições de ativos imobiliários conforme sua política de investimento, com recursos provenientes de integralização de cotas e do fluxo do próprio fundo, incluindo certificados de recebíveis imobiliários, cotas de outros fundos imobiliários como HSML11, ILOG11, JSRE11, PVBI11, RBVA11, RDLI11, VILG11 e XPLG11, além de ações de companhias do setor como ALOS3, CYRE3, CYRE4 e DIRR3 e outros ativos estruturados. Para os exercícios seguintes a gestão informa que segue originando operações mantendo a filosofia de busca por relação ajustada entre risco e retorno. A carteira ao final do período permanece diversificada entre fundos imobiliários, crédito imobiliário e, em menor escala, ações do setor imobiliário, com avaliação pelo valor justo considerando a rentabilidade dos ativos de crédito e a marcação a mercado das posições, apresentando variações positivas e negativas entre os ativos no período.
Na análise sobre a conjuntura, o administrador descreve que o segundo semestre de 2025 foi marcado por uma recuperação gradual dos fundos imobiliários após um período de volatilidade com juros elevados, com desempenho positivo do IFIX, queda de vacância e crescimento de aluguéis nos fundos de tijolo, boa absorção e reajustes na logística, expansão de receitas em shoppings e rendimentos elevados nos fundos de crédito. Já o primeiro semestre de 2026 foi descrito como um ambiente de transição, com início de flexibilização monetária no Brasil mas volatilidade elevada por incertezas globais, mantida a resiliência de shopping centers, logística e ativos de renda urbana, e a partir de maio de 2026 houve forte correção de preços que levou os fundos a um desconto médio de 12 por cento em relação ao valor patrimonial em função da incerteza econômica global e do cenário eleitoral brasileiro. Para o período seguinte a gestão avalia o cenário como construtivo no médio prazo, com fundamentos operacionais saudáveis, juros em normalização e descontos ainda presentes criando condições para geração de renda e valorização patrimonial, mantendo a estratégia de equilibrar caixa corrente e potencial de valorização com foco em logística, shoppings e crédito de elevada qualidade. O informe ainda registra que não há processos judiciais relevantes informados, que os fatores de risco estão detalhados em anexo e que documentos e regras para participação em assembleias estão disponíveis nos endereços físico e eletrônico do administrador.