Relatório gerencial · Setembro de 2026
Referência 30/09/2026 · entregue 14/10/2026 19:15
Em uma linha
Distribuição mantida em R$ 0,80 por cota, com dividend yield de 12,90% sobre o preço de mercado
Resumo
O relatório gerencial de setembro de 2026 do ITRI11 apresenta a manutenção da distribuição de rendimentos em R$ 0,80 por cota, repetindo o patamar de julho e agosto. Esse provento representou um dividend yield anualizado de 11,53% sobre o valor patrimonial e de 12,90% sobre o preço de mercado. Em termos operacionais, o resultado mensal gerado foi de R$ 4,75 milhões (R$ 0,76 por cota), ficando abaixo dos R$ 5,00 milhões distribuídos no período. Em comparação a julho, quando as receitas somaram R$ 5,59 milhões e cobriram integralmente os proventos, houve recuo nas receitas com FIIs de R$ 4,66 milhões para R$ 4,29 milhões, enquanto as receitas com CRIs aumentaram de R$ 0,79 milhão para R$ 0,90 milhão.
No aspecto patrimonial, a cota patrimonial do ITRI11 continuou a trajetória de queda gradual, passando de R$ 88,66 em julho para R$ 87,13 em setembro, o que reduziu o patrimônio líquido de R$ 554,12 milhões para R$ 544,55 milhões. Em contrapartida, a cota a mercado subiu de R$ 77,27 para R$ 78,75 no mesmo intervalo. Essa recuperação no valor negociado em bolsa fez com que o deságio de mercado em relação ao valor patrimonial encolhesse de 12,85% em julho para 9,62% ao término de setembro. A base de cotistas registrou leve retração no período, passando de 18.053 para 17.897 investidores.
Na composição do portfólio, observou-se o consumo do caixa do fundo, que caiu de 2,78% para 0,91% do patrimônio líquido. Os recursos foram direcionados para o aumento da alocação em CRIs, que subiu de 13,20% para 14,60%, e em ações imobiliárias, que avançaram de 3,82% para 4,86%. A carteira de FIIs teve leve redução proporcional, de 78,48% para 77,71%. Na carteira de crédito, o saldo total a mercado alcançou R$ 79,48 milhões com a inclusão de duas novas operações: o CRI Multiplan, indexado a 96,50% do CDI, e o CRI Projetos de Energia, a uma taxa de CDI mais 7,00% ao ano. Já no portfólio de fundos imobiliários, a principal alteração nas 15 maiores posições foi a entrada do JSRE11, representando 2,25% do patrimônio, no lugar do VGRI11.
Em sua análise de cenário, a gestão do ITRI11 destacou a recente pressão de venda observada no mercado de fundos de recebíveis atrelados à inflação, decorrente da redução momentânea de dividendos causada por leituras mais baixas de IPCA meses antes. A gestora apontou enxergar essa desvalorização como um efeito de curto prazo que abre espaço para oportunidades de aquisição em ativos de boa qualidade e carrego atrativo. Em relação aos fundos de tijolo, o relatório reforçou a manutenção de posições relevantes, fundamentando a decisão nos ciclos operacionais sólidos e no potencial de valorização das cotas, a despeito da volatilidade atrelada à curva de juros.
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