No mês de maio o IRIM11 distribuiu R$ 0,95 por cota, enquanto o resultado distribuível alcançou R$ 0,84, diferença explicada pela correção monetária e pela continuidade da distribuição gradual do resultado extraordinário apurado em abril. No relatório anterior, de abril, o fundo registrou resultado distribuível de R$ 1,47 por cota, influenciado por ganhos de capital de três pré-pagamentos que representavam cerca de 5,9% do patrimônio, e optou por distribuir apenas R$ 0,90, reservando o excedente para os meses seguintes, conforme a regra de distribuição semestral mínima de 95%.
A carteira de CRI recebeu nova alocação no ativo BTLP Cajamar, correspondente a 2,05% do patrimônio, adquirido no mercado primário a IPCA mais 8,7%, lastreado em galpão logístico com contrato built-to-suit para a Amazon. Além disso, foram ampliadas posições em Faro Energy (aumento de 0,17% do PL a IPCA mais 10,5%), Pátio Malzoni (aumento de 0,12% do PL a IPCA mais 8,0%) e HGLG BTS Meli (0,03% do PL a IPCA mais 8,6%). No mês anterior, as movimentações se concentraram em aumentos menores em Galleria (45e), Pátio Malzoni e Portofino, além dos três pré-pagamentos mencionados.
A posição de caixa caiu de aproximadamente 10% do patrimônio líquido em abril para 7,9% em maio, com as operações compromissadas reversas de 1,2% do PL mantidas para casar com fluxos de amortizações. O gestor informou que o pipeline de ativos em estruturação e negociação final é suficiente para absorver todo o caixa remanescente.
Na carteira de FIIs, a exposição recuou de 18,96% para 18,57% do PL, com vendas de 0,07% do PL, incluindo reduções em DEVA11, RBHY11 e HCTR11, gerando impacto negativo de R$ 0,02 por cota no resultado. No mês anterior a estratégia de reciclagem não apresentou vendas destacadas, e agora o gestor comunica ritmo mais moderado diante da pressão sobre preços de fundos imobiliários, adotando postura mais seletiva.
No segmento de outros ativos, foi firmado novo acordo de permuta financeira envolvendo terrenos vinculados ao CRI Manara, avançando na monetização de dois dos terrenos recebidos em dação de pagamento. A atualização de crédito destacou atraso no pagamento de maio do CRI Bewiki (2,13% do PL), com efeito financeiro postergado para junho, embora a operação apresente evolução positiva com novos contratos de credenciamento.
A cota patrimonial recuou de R$ 84,38 em abril para R$ 83,83 em maio, enquanto a cota de mercado subiu de R$ 65,68 para R$ 68,70. O patrimônio líquido diminuiu de R$ 2.972,34 milhões para R$ 2.953,07 milhões, e a quantidade de cotas permaneceu estável em 35.225.947. A exposição por classe de ativo em maio mostrou CRI em 73,9%, FII em 18,6% e caixa em 7,9%, mantendo composição similar à do mês anterior.