No mês de junho, o IRIM11 distribuiu R$ 1,18 por cota, ante R$ 0,95 em maio, com resultado distribuível de R$ 0,97 por cota. A elevação decorreu principalmente da correção monetária mais forte sobre os ativos indexados ao IPCA e do recebimento de juros semestrais de alguns CRIs. O resultado extraordinário de abril continuou sendo distribuído de forma gradual no semestre, e ao final do período foi constituída reserva legal de 5% do resultado gerado, elevando a reserva acumulada para R$ 0,27 por cota.
A alocação dos recursos de pré-pagamentos avançou com a compra de 2,1% do patrimônio em cotas sênior do fundo GD IVI, estruturado com remuneração-alvo de IPCA + 9% e lastreado em usinas de geração distribuída. Além disso, o fundo aumentou posições já existentes em CRIs, como GSFI em 0,33% do PL e Norte Shopping em 0,11% do PL, este último após um trade de curto prazo que melhorou a taxa de entrada. Em contrapartida, a carteira de FIIs registrou vendas no mercado secundário equivalentes a cerca de 0,05% do PL, movimento feito para aproximar a alocação de ativos de tijolo, embora a gestão tenha optado por desacelerar temporariamente o ritmo.
A composição da carteira variou levemente: CRI passou de 73,9% para 73,8%, FII subiu de 18,6% para 20,5% e caixa caiu de 7,9% para 5,1%. As operações compromissadas reversas zeraram em junho, contra 1,2% do PL em maio. O pipeline de novos CRIs continua superior ao caixa disponível, abrindo possibilidade de uso pontual de alavancagem.
Na parte de crédito, o CRI Villa Jardim registrou pedido de habite-se pela SPE, o que deve permitir recebimento de parcelas nos próximos meses. Outras três operações em monitoramento seguem em negociação avançada. No mês anterior, o foco estava no pagamento atrasado do CRI Bewiki, que mantinha evolução operacional positiva.
A cota patrimonial fechou junho em R$ 82,59, contra R$ 83,83 em maio, e o DY patrimonial dos últimos 12 meses alcançou 12,01%. O DY de mercado ficou em 14,93%.