O fundo IFRA11 tem como objetivo buscar, no longo prazo, um retorno entre 0,5% e 1,0% ao ano acima do retorno dos títulos públicos federais atrelados à inflação com duration equivalente, por meio de investimentos em títulos privados incentivados de infraestrutura sem incidência de imposto de renda para pessoas físicas. Em junho de 2026, a cota patrimonial registrou variação negativa de 0,48%, enquanto a rentabilidade nominal acumulada em 12 meses ficou em 4,84%, abaixo do IMA-B no mesmo período. A distribuição de rendimentos do mês foi de 0,95 real por cota, equivalente a 1,0% no mês e cerca de 11,7% anualizado considerando os últimos 12 meses.
A carteira do IFRA11 mantém alocação de 98,9% em crédito privado, com spread médio de 1,25% sobre o equivalente da NTN-B e duration média de 5,29 anos em junho. No período, o gestor realizou compras de aproximadamente 27 milhões de reais em novos papéis, com destaque para a aquisição de 16 milhões em títulos do grupo Energisa a IPCA mais 7,87% e rating AA+, além de 10,8 milhões na Rumo a IPCA mais 8,35% e rating AAA. Os ativos seguem sem intercorrências e com boa saúde de crédito, e a carteira apresenta diversificação setorial, com maior exposição em saneamento, rodovias e telecomunicações.
No mês, houve desaceleração no volume de emissões de debêntures incentivadas e redução nos resgates líquidos de fundos de infraestrutura, o que contribuiu para um fechamento de 17 pontos-base nos spreads da cesta IDA IPCA-Infraestrutura, apesar da abertura de 39 pontos-base na NTN-B de 2033. Os mercados globais e brasileiros de renda fixa mostraram volatilidade influenciada por dados econômicos e expectativas de política monetária, com o IMA-B registrando retorno negativo de 1,04% em junho.