HTMX11

HOTEL MAXINVEST FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO RESPONSABILIDADE LIMITADA

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

31/08/2026

Entrega

09/09/2026 14:19

Resumo

O HTMX11 apresentou em agosto um valor de mercado de R$ 400,5 milhões com a cota a R$ 138,67, alta em relação aos R$ 395,8 milhões e R$ 137,05 do relatório anterior, enquanto o valor patrimonial recuou de R$ 430,8 milhões para R$ 428,1 milhões e a cota patrimonial de R$ 149,17 para R$ 148,23. O dividend yield de 12 meses subiu de 11,85% para 13,10% no mercado e de 10,55% para 12,21% no patrimonial, refletindo o acumulado das distribuições. A base de cotistas chegou a 33.404, aumento de cerca de 360 nomes frente aos 33.042 de junho, interrompendo a sequência de queda que vinha desde meados de 2025.

No resultado de julho, o HTMX11 apurou receitas totais de R$ 3,1 milhões ou R$ 1,08 por cota, acima dos R$ 2,76 milhões de junho, com resultado do fundo praticamente estável em R$ 2,37 milhões ou R$ 0,82 por cota ante R$ 2,38 milhões em junho, e distribuição de R$ 1,20 por cota ante R$ 2,95 no mês anterior. A composição mudou, com a receita de diárias caindo de R$ 1,24 milhão para R$ 1,11 milhão e o lucro com vendas de quartos subindo de R$ 0,79 milhão para R$ 1,68 milhão, enquanto as despesas subiram de R$ 376 mil para R$ 733 mil. Em julho foram vendidas 6 unidades, sendo 1 do Intercity Ibirapuera, 3 do Ibis Congonhas, 1 do Ibis Morumbi e 1 do Innside Iguatemi, com receita de R$ 1,68 milhão e lucro líquido de R$ 1,50 milhão ou R$ 0,52 por cota, acima das 4 unidades e R$ 0,89 milhão de lucro de junho. Com isso o ciclo de desinvestimento acumula 636 unidades vendidas e R$ 46,38 por cota amortizada, e a carteira iniciou agosto com 712 unidades em 17 hotéis, ante 718 no início do período anterior.

A parte operacional, que tem defasagem de um mês, mostra junho de 2026 mais fraco por efeito da Copa do Mundo, invertendo a tendência forte de maio. A receita de aluguéis de junho foi de R$ 3.695 por apartamento, queda de 1% ante os R$ 3.728 de junho de 2025, com ocupação de 62% ante 63%, diária média de R$ 543 com queda de 2% e RevPAR de R$ 336 com queda de 3% ante R$ 347. No mês anterior, referente a maio, havia alta de 2% na receita por apartamento, ocupação de 68% com alta de 2 pontos, diária de R$ 620 com alta de 2% e RevPAR de R$ 423 com alta de 5%, impulsionado por APAS Show, Hospitalar e Fispal. O gestor comunica que julho seguiu pressionado pela Copa e que agosto mostrou melhora com a retomada dos eventos corporativos, citando Latam Wire, SET Expo, Febraban Tech e Intersolar.

No comparativo de rentabilidade até julho, o HTMX11 acumula 11,1% ante 8,8% até junho, próximo do IFIX com 11,3% e abaixo do CDI com 12,3%, com o IPCA em 4,6%. No portfólio houve apenas ajustes pontuais pela venda das 6 unidades, com a participação da região Berrini-Chucri Zaidan passando de 72% para 73% e Congonhas de 7% para 6%, e a bandeira Gran Estanplaza de 6% para 7%, mantidos os demais percentuais por segmento, administradora e bandeira. No detalhe por hotel, o Ibis Morumbi passou de 269 para 268 quartos, o Ibis Congonhas de 50 para 47, o Innside Iguatemi de 7 para 6 e o Intercity Premium Ibirapuera de 2 para 1. No cenário macro o relatório cita IPCA-15 com queda de 0,40% no mês e inflação de 12 meses de 4,24% ante 4,52%, expectativa de PIB de 2,0% em 2026 e 1,1% em 2027, desemprego de 5,46% e projeção de apenas mais um corte de 25 pontos na Selic para 13,75% no fim do ciclo, ante a projeção anterior de mais dois cortes.