No relatório gerencial de dezembro de 2025 do HSML11, destaca-se uma recuperação robusta nos indicadores operacionais em comparação ao mês anterior. Enquanto o relatório passado apontava estabilidade ou leve queda nos números, os dados referentes a novembro mostram um crescimento de 9% no Resultado Operacional Líquido (NOI) e de 1% nas vendas, na comparação com o mesmo período de 2024. A gestão atribui parte significativa desse resultado a eventos não recorrentes, como o recebimento de luvas no SuperShopping Osasco e no Shopping Metrô Tucuruvi, além de um aumento expressivo na receita de estacionamento em Osasco, que agora está plenamente tarifado.
A distribuição de rendimentos aos cotistas foi mantida em R$ 0,70 por cota. O resultado gerado no mês foi superior à distribuição, atingindo R$ 0,76 por cota, o que permitiu ao fundo incrementar sua reserva de lucros acumulados para R$ 0,66 por cota, oferecendo maior margem de segurança para pagamentos futuros. A gestora atualizou sua projeção (guidance) de dividendos para o primeiro semestre de 2026, estabelecendo um intervalo entre R$ 0,70 e R$ 0,75 por cota, um ajuste em relação às projeções anteriores que vislumbravam um teto levemente superior.
Um evento jurídico relevante foi solucionado neste mês com o encerramento do litígio de IPTU envolvendo o Shopping Paralela. Houve um pagamento de aproximadamente R$ 67 milhões ao município, mas a gestão esclareceu que o montante já estava provisionado e depositado em juízo. Portanto, não houve impacto no caixa disponível do fundo nem na capacidade de distribuição de rendimentos, resultando apenas na eliminação dessa contingência fiscal.
Quanto ao portfólio e obras, a expansão do Shopping Uberaba avançou para 36,7% de conclusão, com a manutenção da estimativa de retorno sobre o custo (yield on cost) de aproximadamente 21%. Além disso, foi finalizada a redução de capital na estrutura que detém participação no Shopping Pátio Cianê, o que significa que os números operacionais deste ativo passarão a ser refletidos integralmente no relatório gerencial a partir do próximo mês.
A saúde financeira dos locatários apresentou melhora, com a inadimplência líquida recuando de 4,4% (relatado no mês anterior) para 3,6%. A alavancagem do fundo permanece controlada, com o indicador de dívida líquida sobre ativos em 18,4%. No cenário macroeconômico, a gestora mantém a cautela devido à taxa Selic em 15%, projetando o início do ciclo de cortes de juros apenas para março de 2026, mas demonstra otimismo quanto ao desempenho das vendas de Natal, projetando um crescimento de dois dígitos no NOI para o fechamento do ano.