O HOFC11 encerrou agosto de 2026 com cota patrimonial de R$ 64,25, ante R$ 64,41 em julho, e cota de mercado em torno de R$ 34,30 a R$ 34,40, ante R$ 34,00 em julho, o que levou o valor de mercado de R$ 122,7 milhões para R$ 126,4 milhões. O número de cotas caiu de 3.608.239 para 3.599.115 e o número de cotistas de 3.953 para 3.860, refletindo o cancelamento de cotas do programa de recompra.
O foco do relatório passou a ser o processo de desocupação do Edifício Birmann 20 para viabilizar a venda prevista no Memorando de Entendimentos. O HOFC11 informa que o imóvel tem hoje três locatários que somam 26,4% da área locável, com saídas previstas em 31 de outubro de 2026 para a Conduent, que ocupa 18%, em 30 de novembro de 2026 para o locatário de 5,16% e em 31 de dezembro de 2026 para o locatário de 3,19%. O gestor afirma que desde setembro de 2022 não houve nenhuma proposta de locação para o prédio, atribui a baixa ocupação à região de Santo Amaro e indica que a entrega 100% vaga deve permitir redução expressiva de custos operacionais, com revisão total do planejamento do condomínio, redução de escopo ou rescisão de contratos de serviços e manutenção do repasse do estacionamento até a imissão na posse do comprador.
Sobre o Edifício Morumbi, segue sem conclusão a proposta de R$ 86.422.500 recebida em 27 de julho de 2026 pela totalidade das quotas da HOFC Empreendimentos, que detém a nua propriedade do imóvel. As condições seguem as mesmas já informadas em julho, com pagamento à vista no fechamento podendo ser via compensação com cotas de FII de liquidez relevante, ITBI e cartório por conta do HOFC11, indenização de performance mensal por 24 meses tendo como referência R$ 766 mil, retrofit do ar-condicionado por conta do fundo e necessidade de anuência dos titulares do CRI, com valor líquido estimado com desconto de 15% a 20% sobre o laudo. Na parte operacional, o gestor detalha que o Morumbi segue demandando investimento em novo chiller no curto a médio prazo, com três alternativas técnicas em estudo junto ao condomínio.
Na parte financeira, o HOFC11 não distribuiu rendimentos em agosto, mantendo 12 meses sem distribuição, e reforça que a venda do Edifício Rachid Saliba gera prejuízo de cerca de R$ 50 milhões apurado ao longo do fluxo até junho de 2028 e que, apenas com Birmann 20 e Morumbi e sem fato novo, o resultado mensal é negativo e sem previsão de reversão. Em agosto a receita total foi de R$ 1,05 milhão e o resultado operacional foi negativo em R$ 239,6 mil ou R$ 0,07 por cota, ante negativo em R$ 202,1 mil em julho, enquanto o prejuízo com operações caiu de R$ 1,10 milhão para R$ 413,7 mil e o resultado total melhorou de negativo em R$ 1,30 milhão para negativo em R$ 653,4 mil. A disponibilidade final caiu de R$ 28,18 milhões em julho para R$ 22,84 milhões em agosto, com o caixa mais fundo de renda fixa recuando de R$ 6,39 milhões para R$ 1,06 milhão após aquisição de R$ 5,01 milhões em LCI, entrada recorrente de R$ 1,14 milhão de venda de imóveis e saída de R$ 495,8 mil para recompra de cotas e R$ 302,7 mil de amortização do CRI.
O programa de recompra avançou de 170.762 cotas canceladas em julho para 179.886 cotas em agosto, o que representa 4,76% das cotas e 47,6% do limite de 377.900 cotas autorizado até 27 de maio de 2027. O desconto médio passou de 41,4% para 41,8%, com R$ 6,12 milhões investidos para cancelamento de R$ 10,51 milhões a valor patrimonial. A carteira segue com 91,2% dos ativos em imóveis, 27,8 mil metros quadrados em dois ativos e vacância física estável em 52%, com Birmann 20 a 26% de ocupação e Morumbi a 88%. A participação do Birmann na receita contratada recuou de 26% para 23% e a do Morumbi subiu de 74% para 77%, com prazo médio dos contratos de 41 meses ante 40 meses em julho. A dívida do CRI série 288 caiu de R$ 51,44 milhões para R$ 50,84 milhões e a relação dívida sobre patrimônio líquido de 22,13% para 21,99%.