No relatório gerencial de fevereiro 2026 do HGRU11, a receita total foi de R$ 0,95 por cota, levando a um resultado distribuível de R$ 0,75 por cota, impactado por um evento não recorrente devido a alteração na data de repasse de excedente de alguns CRIs, que afetou receitas de locação e despesas financeiras e já foi regularizado em março. A distribuição de rendimentos manteve-se em R$ 0,95 por cota, igual ao mês anterior, enquanto a média dos últimos 12 meses segue em R$ 1,03 por cota.
Comparado a janeiro, a cota patrimonial subiu para R$ 129,14 de R$ 129,27, a cota de mercado para R$ 131,10 de R$ 129,05 e o P/VP para 1,02x de 1,00x. O dividend yield anualizado ficou em 8,7% sobre mercado e 8,8% sobre patrimonial, similar ao anterior. A performance do HGRU11 foi de +2,3% no mês, contra +1,3% do IFIX, com acumulado em 2026 de 5,9%.
A vacância física e financeira permaneceu em 0,8%, sem movimentações de locatários em fevereiro, ao contrário de janeiro que registrou locação da Loja Mineirão Rio Branco. Foram realizados reajustes em 23.380 m² de ABL, ante 4.849 m² no mês anterior. O portfólio tem 100 imóveis e agora 25 locatários, contra 24 em janeiro, com ABL de 600.276 m² e WALE de 9,4 anos inalterados.
A alavancagem financeira segue em 5,7%, com projeção de queda para 5,0% em 2027. No balanço, o passivo por aquisições caiu para R$ 303 milhões de R$ 305 milhões, com R$ 61 milhões no curto prazo ante R$ 63 milhões. Parcelas a receber até 12 meses totalizam R$ 36,3 milhões, de R$ 36,1 milhões.
A gestão reitera a busca por desinvestimentos no portfólio de lojas Pernambucanas para elevar rendimentos, com vendas anteriores acima do valor patrimonial. A alocação em FIIs está em 9,5% do PL, estável ante 9,4%. A ADTV subiu para R$ 6,5 milhões de R$ 5,9 milhões, mas o número de cotistas caiu para 229,7 mil de 230,2 mil. O setor Renda Urbana do IFIX teve valor de mercado de R$ 11.721 milhões, acima dos R$ 8.974 milhões de janeiro.