Relatório gerencial · Setembro de 2026
Referência 30/09/2026 · entregue 13/10/2026 19:25
Em uma linha
Distribuição mantida em R$ 0,95 por cota, com resultado distribuível de R$ 0,85 e uso de R$ 0,10 por cota da reserva
Resumo
O relatório gerencial de setembro de 2026 do HGRU11 destaca a manutenção da distribuição de rendimentos em R$ 0,95 por cota, patamar que cumpre o guidance estipulado para o segundo semestre de 2026. O resultado distribuível gerado no período foi de R$ 0,85 por cota, valor inferior aos R$ 0,88 por cota apurados em agosto. Para cobrir a distribuição anunciada, houve consumo de R$ 0,10 por cota de caixa da reserva acumulada, reduzindo esse saldo de R$ 0,68 para R$ 0,58 por cota. Embora a receita de locação tenha subido de R$ 22,77 milhões para R$ 23,22 milhões, a receita extraordinária decorrente de parcelas de vendas de imóveis recuou de R$ 0,03 por cota no mês anterior para R$ 0,005 por cota em setembro.
No âmbito operacional, os indicadores imobiliários do HGRU11 mantiveram-se estáveis, sem novas movimentações de entrada ou saída de inquilinos. A carteira segue com 104 imóveis, 29 locatários e 613.427 metros quadrados de área bruta locável. As taxas de vacância física e financeira permaneceram inalteradas em 0,8%. O prazo médio remanescente dos contratos teve um ajuste natural pelo decurso do tempo, passando de 9,0 anos em agosto para 8,9 anos em setembro. Destaca-se no mês a ocorrência de reajustes inflacionários em 177.999 metros quadrados de área locável, volume expressivamente superior aos 11.736 metros quadrados reajustados no mês anterior, refletindo o cronograma de concentração contratual de setembro.
Na estrutura de capital, o nível de alavancagem financeira do HGRU11 manteve-se em 5,0% do portfólio, projetando alcançar 4,8% até o encerramento do ano. O saldo devedor total em certificados de recebíveis imobiliários recuou de R$ 160 milhões em agosto para R$ 158 milhões em setembro em função das amortizações contratuais. O passivo total atrelado a aquisições fechou em R$ 289,6 milhões, sendo R$ 92,2 milhões com vencimento em até 12 meses, contra R$ 96,7 milhões de curto prazo no relatório passado. Paralelamente, os créditos a receber por alienações totalizam R$ 123,1 milhões, com R$ 33,5 milhões a receber no curto prazo. A fatia alocada estrategicamente em cotas de outros fundos imobiliários oscilou discretamente de 8,0% para 7,9% do patrimônio líquido.
A gestão do HGRU11 continua destacando os trâmites da 7ª emissão de cotas, com montante previsto de R$ 1,1 bilhão. Em suas diretrizes estratégicas para os próximos períodos, o gestor comunicou que busca avançar na reciclagem da carteira com a venda de unidades adicionais de lojas Pernambucanas e desinvestimentos pontuais em outros ativos, além de prospectar aquisições focadas em imóveis urbanos consolidados e com boa liquidez. A base de cotistas manteve a trajetória de expansão, subindo de 232,5 mil para 235,9 mil investidores, acompanhada por um aumento no volume médio diário de negociação, que passou de R$ 8,7 milhões em agosto para R$ 9,2 milhões em setembro.
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