HGBS11

HEDGE BRASIL SHOPPING FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO DE RESPONSABILIDADE LIMITADA

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

30/04/2026

Entrega

15/05/2026 18:21

Resumo

No relatório mais recente do HGBS11 referente a abril de 2026, o fundo concluiu a 11ª emissão de cotas, captando R$ 310,2 milhões com a distribuição de 15.222.716 novas cotas, elevando o total para 144.355.726 cotas e o patrimônio para cerca de R$ 3,0 bilhões após a conversão ocorrida em maio. Esses recursos foram alocados principalmente para a aquisição indireta de 14,4% do Shopping Parque Dom Pedro, por R$ 401,7 milhões via cotas de HPDP11 e PQDP11, com cap rate de 8,9% considerando o NOI de 2026. Essa movimentação elevou a participação consolidada do HGBS11 para 21,7% no ativo, tornando-o o maior na carteira com 19% de representatividade, após um valuation 10,5% inferior ao último laudo de dezembro de 2025.

As alienações anunciadas via MOU em março também aparecem detalhadas, incluindo a venda de 19% do Shopping Jardim Sul por R$ 128 milhões, com pagamentos em quatro parcelas e cap rate de 7,7%, resultando em ganho de capital estimado de R$ 0,12 por cota e aumento de 2,9% na cota patrimonial após remarcação. No I Fashion Outlet Novo Hamburgo, a alienação de 18,375% por R$ 63,4 milhões, em cinco parcelas, gera lucro projetado de R$ 48 milhões ou R$ 0,37 por cota, com cap rate de 7,7% e preço 29,4% acima do laudo anterior. Essas operações seguem o padrão de ajustes de portfólio observados desde março, quando o fundo já havia reduzido posiçao no Jardim Sul em 10% e no Outlet em 30,625%, mantendo controle societário no primeiro com 61% após a nova venda.

Os indicadores operacionais mostram vendas por m² de R$ 1.284 em março, alta de 5,1% frente a março de 2025 e 4,6% no acumulado de 2026, com vacância em 4,7% contra 4,8% no ano anterior e 4,5% em fevereiro. O NOI por m² atingiu R$ 85,7, crescimento de 9,9% na comparação anual e 5,8% acumulado. No relatório de março, as vendas por m² estavam em R$ 1.119 com alta de 2,5% e vacância de 4,6%, indicando continuidade na estabilidade da ocupação. A cota patrimonial caiu ligeiramente de R$ 20,69 em março para R$ 20,65 em abril, enquanto a de mercado subiu de R$ 20,44 para R$ 20,78, com valor de mercado total passando de R$ 2,6 bi para R$ 2,7 bi.

O resultado de abril foi de R$ 0,174 por cota, com distribuição de R$ 0,170 por cota, incluindo R$ 0,036 por cota de lucros em operações com FIIs. A projeção para 2026 mantém o patamar de R$ 0,170 por cota, alinhado ao relatório anterior, com base em premissas de performance e conclusões das alienações. A alavancagem por meio de CRIs permanece em torno de 19,4% da relação dívida/PL, similar aos 15,9% de março, com fluxos de pagamento previstos até 2037.