O relatório de auditoria independente da PwC sobre as demonstrações financeiras do HFOF11 em 31 de dezembro de 2025 emite opinião limpa, confirmando que elas apresentam adequadamente a posição patrimonial e financeira do fundo, de acordo com as práticas contábeis brasileiras para FII. O principal foco de auditoria foi a existência e mensuração das cotas de fundos de investimento imobiliário, principal ativo da carteira, conciliadas com dados da B3 e precificadas por cotações de bolsa. O patrimônio líquido totalizou R$ 1.767 milhão, ante R$ 1.542 milhão em 2024, com ativo circulante de R$ 1.793 milhões, majoritariamente em cotas de FII imobiliários (R$ 1.753 milhões, ou 99% do PL).
No exercício de 2025, o HFOF11 registrou lucro líquido de R$ 406 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 175 milhões de 2024, impulsionado por rendimentos de FII de R$ 168 milhões e ajuste positivo ao valor justo de R$ 241 milhões, contra perda de R$ 324 milhões no ano anterior. As despesas operacionais somaram R$ 9 milhões, com taxa de administração de R$ 8 milhões (0,49% do PL médio). O fluxo de caixa operacional foi positivo em R$ 157 milhões, enquanto investimentos líquidos geraram R$ 6 milhões e financiamentos consumiram R$ 181 milhões, incluindo recompra de cotas por R$ 26 milhões.
A carteira do HFOF11 concentra-se em cotas de FII negociados na B3, com ênfase em lajes corporativas, logística, shoppings e títulos mobiliários, totalizando R$ 1.753 milhões em aplicações imobiliárias. Houve desdobramento de cotas na proporção 1:10 em abril de 2025, reduzindo o valor unitário para R$ 7,82, e início de programa de recompra de até 5% das cotas em agosto. A distribuição de rendimentos atingiu R$ 154 milhões (98,76% do lucro em caixa), superior aos 95% mínimos exigidos, com saldo a pagar de R$ 13 milhões. A rentabilidade anual foi de 24,52%, ante -9,95% em 2024.