No relatório de junho de 2026 do HFOF11, o principal destaque é a conclusão do primeiro programa de recompra de cotas, com a aquisição e cancelamento das últimas 756 mil cotas em junho, totalizando 11.523.000 cotas recompradas desde agosto de 2025 a desconto médio de 16,8 por cento, com investimento de 74,4 milhões de reais e cancelamento sobre valor patrimonial de 89,4 milhões. Isso gerou ganho de 15 milhões de reais ao fundo, elevando a cota patrimonial em 0,9 por cento isoladamente e contribuindo para TIR de 13,5 por cento desde o início do programa, contra 10,7 por cento do IFIX. O segundo programa foi anunciado em 2 de julho de 2026, com possibilidade de recompra de até 10.946.850 cotas entre 17 de julho de 2026 e 1 de julho de 2027, seguindo a mesma estratégia.
O valor patrimonial do HFOF11 caiu de 1,71 bilhão de reais em maio para 1,43 bilhão em junho, com a cota patrimonial passando de 7,77 para 7,66 reais e a de mercado de 6,72 para 6,55 reais, acompanhado da redução no número de cotas de 219.693.000 para 218.937.000 e de cotistas de 94.205 para 91.647, reflexo direto do cancelamento das cotas recompradas. O desconto da cota em bolsa em relação ao patrimonial aumentou de 14,3 por cento para 15,3 por cento.
As movimentações do mês totalizaram 13,6 milhões de reais, com 5,8 milhões em compras (destacando 4,85 milhões na finalização da recompra) e 7,8 milhões em vendas, reduzindo a exposição a alguns FOFs e fundos de renda urbana com menor desconto. Nos últimos doze meses, o volume de movimentações caiu de 400,7 milhões para 371,4 milhões de reais, equivalente a 22,1 por cento do patrimônio líquido.
O relatório introduz a implementação da Hedge Strategy, focada em capturar oportunidades no cenário de restrição de crédito imobiliário, com meta de retornos entre CDI mais 4 por cento e CDI mais 7 por cento por meio de empréstimos-ponte, aquisições com desconto e estruturas lastreadas em ativos imobiliários de qualidade. O FFO do HFOF11 em junho foi de 0,0588 reais por cota, contra 0,0575 no mesmo período de 2025 antes da recompra, e o rendimento distribuído manteve-se em 0,060 reais por cota, com expectativa de continuidade no mesmo patamar. O resultado acumulado por cota subiu de 0,0699 para 0,0735 apenas com a recompra, encerrando o semestre em 0,0866.
Na comparação com maio, os dados de emissões da indústria foram atualizados para captação de 35,7 bilhões de reais em 2026 e pipeline de 21,2 bilhões em novos recursos, contra 29,7 e 18,3 bilhões no mês anterior. O retorno patrimonial desde o início do fundo ajustado por rendimentos foi de 73,9 por cento contra 66,8 por cento do IFIX, ligeiramente abaixo dos 75,5 por cento e 68,8 por cento reportados em maio devido à atualização do período. A carteira manteve alocação majoritária em fundos imobiliários de renda, com participações principais em HLOG11, HGBS11 e HREC11 variando levemente em porcentagem. O volume médio diário negociado em junho foi de 2,1 milhões de reais, inferior aos 3,6 milhões de maio.