HFOF11

HEDGE TOP FOFII 3 FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO DE RESPONSABILIDADE LIMITADA

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

31/12/2025

Entrega

16/01/2026 18:45

Resumo

O relatório de dezembro de 2025 do HFOF11 funciona como um fechamento anual, destacando que o fundo obteve uma rentabilidade superior ao IFIX durante o ano. Houve um crescimento tanto na cota de mercado, que encerrou o mês a R$ 6,63, quanto na cota patrimonial, que subiu para R$ 7,82, mostrando uma recuperação frente ao mês anterior. A gestão reforça a tese do duplo desconto, argumentando que o investidor paga menos pelo valor patrimonial do fundo e, simultaneamente, os ativos dentro da carteira também estão descontados em relação ao custo de reposição.

Um ponto central continua sendo o programa de recompra de cotas. O fundo seguiu adquirindo suas próprias cotas no mercado para cancelamento, totalizando mais de 4,3 milhões de cotas recompradas desde o início do programa em agosto. Esse movimento gera valor para os cotistas remanescentes, pois as compras são feitas com um desconto médio de cerca de 19% sobre o valor patrimonial.

Na composição da carteira, a tendência observada no mês anterior se manteve, com uma estratégia clara de migração de fundos de papel para fundos de tijolo. A exposição ao segmento de CRIs caiu levemente para 20,8%, enquanto houve aumentos marginais nas alocações em lajes corporativas, shoppings e renda urbana. O relatório cita novamente a estruturação do veículo Hedge Opportunities e a aquisição no Edifício Continental Tower como movimentos táticos importantes para buscar retornos maiores.

Quanto aos resultados financeiros, a distribuição de rendimentos permaneceu estável em R$ 0,056 por cota. O resultado operacional gerado no mês apresentou uma leve melhora em comparação a novembro, atingindo R$ 0,054, ficando muito próximo do valor distribuído. O fundo encerrou o ano com uma reserva de lucros acumulados de R$ 0,072 por cota, o que oferece uma margem de segurança para a manutenção dos dividendos no curto prazo. Para 2026, a gestora mantém o otimismo, acreditando que o fundo está bem posicionado para capturar uma eventual queda na taxa de juros.