No relatório de julho/26 do HCTR11, a gestora anunciou distribuição de R$ 0,24 por cota, referente ao resultado caixa gerado no mês, o que representa um dividend yield mensal de 1,45% e anualizado de 18,92%. Esse valor é inferior aos R$ 0,30 distribuídos no mês anterior e está alinhado ao resultado caixa do período, de aproximadamente R$ 0,25 por cota. Na competência de julho, o gestor informa que não foram realizadas movimentações na composição da carteira, ou seja, não houve novas compras ou vendas de ativos.
O patrimônio líquido subiu de R$ 2,22 bilhões para R$ 2,24 bilhões, e a cota patrimonial avançou de R$ 100,61 para R$ 101,33. Já o número de cotistas recuou de 121.767 para 120.225. A cota a mercado segue em R$ 16,50, mantendo o desconto relevante em relação ao valor patrimonial.
Na carteira de CRIs, o resumo de status mostra 10% dos ativos em dia, 54% em carência de juros e 36% inadimplentes, contra 11%, 52% e 36% no mês anterior, indicando leve piora na proporção de operações em carência. Entre os corporativos, o CRI WAM Holding subordinada segue inadimplente, e Hope, GPK e GPK II permanecem em carência de juros de 100%. Vale notar a nota que segue no relatório: o CRI Circuito de Compras está pagando apenas 75% dos juros previstos, enquanto a formalização do novo waiver permanece pendente. O gestor reitera que atua junto às securitizadoras na recuperação dos créditos inadimplentes, com negociações, cobrança e execução de garantias quando necessário, além do monitoramento mensal das empresas com waivers concedidos.
Na posição de FIIs, houve marcação a mercado negativa de aproximadamente R$ 19,9 milhões no mês (após R$ 34,7 milhões negativos em junho), com destaque para a queda no valor de mercado do HCHG11, de R$ 77,7 milhões para R$ 60,2 milhões, e do HCST11, de R$ 40,4 milhões para R$ 37,9 milhões. Em junho o fundo havia feito aporte de R$ 1,3 milhão em FIIs (incluindo R$ 1,2 milhão no HCST11 para a conclusão do FF&E do H.S. Studios Pinheiros), mas em julho não houve novos aportes. O caixa caiu de R$ 11,7 milhões para R$ 10,6 milhões. A composição da carteira reportada é de 93% em CRIs, 6% em FIIs e 1% em caixa.
No acumulado do semestre, a distribuição somou R$ 1,55 por cota e o resultado contábil R$ 8,72 por cota, fortemente impactado pelas marcações a mercado dos FIIs. A rentabilidade acumulada da cota patrimonial mais distribuições está em 89,7% desde o início do fundo, abaixo do CDI no período (100,86%). A liquidez diária média dos últimos 12 meses ficou em torno de R$ 0,81 milhão, praticamente estável. Em síntese, o relatório não traz grandes novidades estruturais: confirma a distribuição menor do mês, a ausência de movimentações na carteira e a continuidade do trabalho de recuperação creditícia, com leve deterioração no percentual de CRIs em carência.