HCTR11

HECTARE CE FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO RESPONSABILIDADE LIMITADA

Demonstrações Financeiras

Ativo

Referência

31/12/2025

Entrega

31/08/2026 19:35

Resumo

O documento apresenta as demonstrações financeiras auditadas do HCTR11 (Hectare CE FII), relativas ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2025, administrado pela Vórtx e gerido pela Hectare Capital. O ponto mais relevante é que o auditor independente (Grant Thornton) emitiu opinião com ressalvas. As ressalvas decorrem de duas limitações: primeiro, cerca de R$ 445 milhões (19,07% do patrimônio líquido) em CRIs emitidos por empresas do Grupo Gramado Parks, que está em recuperação judicial e não apresentou demonstrações auditadas; segundo, cerca de R$ 444 milhões (19,03% do patrimônio líquido) em CRIs cujo devedor é a WAM Multipropriedade, também sem demonstrações auditadas disponíveis. Nessas situações, o auditor não conseguiu confirmar se são necessários ajustes ou divulgações adicionais nas contas do fundo. O relatório também destaca, em nota de ênfase, a reapresentação das demonstrações de 2024, devido à retificação de um erro no quadro de distribuição de rendimentos (R$ 7,45 milhões), sem prejuízo financeiro aos cotistas.

Em termos patrimoniais, o fundo encerrou 2025 com patrimônio líquido de R$ 2,335 bilhões, um aumento em relação aos R$ 2,221 bilhões de 2024, e com 22.084.202 cotas, valendo R$ 105,74 cada. A carteira é quase totalmente composta por ativos de natureza imobiliária (95,53% do patrimônio), principalmente CRIs (R$ 2,07 bilhões, com emissores como Forte e Base Securitizadora), além de cotas de outros fundos imobiliários (R$ 163,6 milhões) e fundos de renda fixa para liquidez. Há provisão para perdas de R$ 2,36 milhões sobre CRIs inadimplidos, e outros créditos a receber de R$ 84 milhões relativos a parcelas vencidas em 2025 que ainda não atingiram o critério de provisionamento.

O resultado do exercício de 2025 foi positivo em R$ 204,3 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 258,8 milhões de 2024, impulsionado principalmente pelo resultado com CRIs (R$ 195,5 milhões) e pela recuperação do resultado com cotas de fundos imobiliários (positivo em R$ 7,3 milhões contra perda de R$ 305 milhões no ano anterior). O valor da cota caiu 3,47% no ano, após queda de 5,91% em 2024, e as cotas foram negociadas entre R$ 20,62 e R$ 24,87 na bolsa ao longo de 2025, bem abaixo do valor patrimonial. O fundo distribuiu R$ 89,9 milhões em rendimentos aos cotistas no período e não houve emissão de novas cotas. Também vale mencionar que o fundo alterou sua denominação social para incluir a responsabilidade limitada dos cotistas, adaptando-se à Instrução CVM 175, e que não há demandas judiciais registradas nem eventos subsequentes relevantes.