No relatório de julho de 2026, o HABT11 distribuiu R$ 0,95 por cota, retorno à patamar de R$ 0,95 após os R$ 0,97 de junho, com yield mensal de 1,33% e yield anualizado de 17,13% com gross-up de 20,42% (contra 20,56% no mês anterior). O resultado líquido passível de distribuição do mês foi de R$ 0,92 por cota, ou seja, abaixo do valor distribuído, com o fundo complementando a diferença. Nos últimos 12 meses, a distribuição acumulada somou R$ 12,57 por cota.
A principal novidade foi a retomada de alocação de recursos após um junho sem movimentações: o fundo integralizou aproximadamente R$ 31 milhões em CRIs, sendo R$ 20 milhões no CRI All Wert (IPCA + 11,35% a.a., agora com 2,60% do PL), R$ 10 milhões no CRI Setai (CDI + 4,00% a.a., que saltou de 1,26% para 2,57% do PL) e R$ 1 milhão no CRI Laredo II (IPCA + 11,00% a.a.). Com isso, a posição em caixa caiu de 12,54% para 7,47% do PL (de R$ 96,2 milhões para R$ 57,2 milhões), enquanto a alocação em CRIs subiu de 75,27% para 80,66% e a posição em FIIs ficou estável em torno de 11,5%.
Na carteira, houve reduções relevantes por amortização em algumas séries: o CRI Sky sênior recuou de R$ 8,7 milhões para R$ 1,1 milhão, o Chateau caiu de R$ 24,8 milhões para R$ 24,3 milhões, e o Brava Sixteen saiu da tabela Core. Já o CRI Por do Sol III sênior teve saldo elevado de R$ 14,5 milhões para R$ 25,7 milhões, sugerindo nova tranche. Em segmentos, a alocação em multipropriedade caiu de 46% para 42%, e a rubrica "Outros" subiu de 6% para 11%. A participação da RIZA entre as securitizadoras caiu de 49% para 44% e a da OPEA subiu de 37% para 41%, com 71,49% do PL indexado ao IPCA (contra 66,20%).
No comentário do gestor, o destaque é a melhora da inflação doméstica (IPCA-15 de julho em 0,06%, acumulado em 12 meses recuando para 4,52%), contraposta à escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, que pressionou energia e juros longos. O IFIX recuou 0,32% no mês, e a poupança teve resgate líquido de R$ 7,15 bilhões, fator relevante para o funding imobiliário. O gestor reforça que a base de distribuição já contempla ativos com parcelas vencidas ou em recuperação de crédito e que o patamar de R$ 0,95 se mantém consistente, a depender do comportamento da inflação. Também foi divulgado o Relatório de Monitoramento de Ativos de jul/26, com detalhes por CRI e rating proprietário.
Do lado de mercado, a cotação fechou o mês em R$ 71,63, abaixo dos R$ 72,67 de junho e dos R$ 78,36 de abril, mantendo a tendência de queda recente, com volume negociado estável (R$ 24,6 milhões no mês, cerca de 3% do patrimônio). O PL ficou praticamente estável em R$ 765,8 milhões, e o número de cotistas caiu de 56.342 para 55.773. Vale notar que o texto do gestor menciona "distribuição do mês de novembro", o que parece erro de redação, já que os dados se referem a julho.