O relatório de monitoramento de ativos de julho de 2026 do HABT11, fundo de recebíveis pulverizados da Habitat/XP Asset Management, traz uma visão abrangente do cenário macroeconômico e da saúde da carteira de CRIs do fundo. No cenário macro, a gestora destaca um ambiente desafiador tanto internacionalmente (com o choque energético decorrente do conflito entre EUA e Irã, fechamento do Estreito de Hormuz e um tom mais restritivo do novo presidente do Fed, Kevin Warsh) quanto doméstico, com inflação em deterioração (mediana do IPCA 2026 no Focus subiu de 4,36% para 5,33% no trimestre), Selic em patamar elevado de 14,00% a 14,25% e piora do quadro fiscal em ano eleitoral, o que aumenta a seletividade na alocação de novos créditos.
Em relação ao fundo, desde o último relatório foram investidos R$ 144,10 milhões em novos ativos, à taxa média de IPCA + 11,00% a.a. e CDI + 3,75% a.a., sempre com devedores consolidados e excesso de garantias. A carteira segue madura, com percentual médio de obras em 88% e vendas em 79%, presença em 18 estados e caixa de 7,5%. Desde o IPO, o fundo distribuiu R$ 93,57 por cota em dividendos e acumulou rentabilidade de 187,44% sobre a cota patrimonial (207,7% do CDI) e 124,15% sobre a cota de mercado (137,6% do CDI). Os principais indicadores de proteção da carteira seguem confortáveis, com LTV médio de 51% e Razão de Garantia Geral média de 174%. Foram recebidas amortizações integrais de vários CRIs (Wanderlust, Copacabana, Jardins Boulevard, Livello Garden e Brava Sixteen) e concluídas obras relevantes, como GR Group (Barretos e Pitangui) e GAV Porto2Life.
Por outro lado, o relatório aponta pontos de atenção em alguns ativos. O CRI Capivari (1% do PL) teve vencimento antecipado decretado por falta de ret