O relatório gerencial de novembro de 2025 do HABT11 apresenta a manutenção do patamar de distribuição de rendimentos, com o pagamento de R$ 0,95 por cota, o mesmo valor praticado no mês anterior. Esse montante representou um dividendo mensal de 1,34% sobre a cota de fechamento. O gestor reforça que a inflação mais baixa observada recentemente continua influenciando a correção monetária dos ativos atrelados ao IPCA, o que impacta os resultados distribuíveis com uma defasagem média de dois meses.
Houve mudanças relevantes na composição da carteira de investimentos neste mês. A exposição a Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) teve uma leve redução percentual, passando de 88,20% para 85,51% do patrimônio líquido, enquanto a alocação em outros Fundos Imobiliários (FIIs) aumentou significativamente, saindo de 8,28% para 10,23%. Esse aumento na parcela de FIIs deve-se majoritariamente à aquisição de R$ 30,16 milhões no fundo LPLP15 (Lago da Pedra), uma operação com risco direcional e remuneração de CDI + 3,00% ao ano. Também foi realizada uma alocação menor, de R$ 2,61 milhões, no CRI Laredo II. A posição de caixa (liquidez) subiu para 4,76%, comparada aos 3,07% do mês anterior.
No monitoramento de crédito, o relatório destaca dois eventos opostos. O ponto positivo foi a conclusão do acordo comercial referente ao CRI Zavit - Medabil, ativo que estava inadimplente desde meados de 2024. A estrutura de pagamentos foi reajustada e o fundo já voltou a receber parcelas em novembro, com previsão de uma entrada extraordinária de recursos da seguradora em janeiro de 2026. Em contrapartida, houve um evento negativo no CRI Solar das Águas, que teve seu vencimento antecipado decretado em novembro. A securitizadora iniciou os trâmites legais para execução, e a gestão informou que a carteira de recebíveis existente é suficiente para quitar a série Sênior que o fundo detém.
No âmbito administrativo, o destaque é a prorrogação da Consulta Formal até o dia 26 de dezembro de 2025. O objetivo dessa consulta é aprovar a troca do administrador do fundo, visando melhorias operacionais e uma redução na taxa de administração, que passaria a ser regressiva conforme o volume de patrimônio sob gestão, reduzindo custos para o cotista. O valor da cota patrimonial encerrou o mês em R$ 95,16, apresentando uma leve valorização frente aos R$ 94,75 do mês anterior, enquanto a cota de mercado sofreu uma queda, fechando a R$ 71,07.