Seguem os principais destaques da análise do relatório gerencial do fundo GTWR11 referente a dezembro de 2025, comparado ao mês anterior (novembro de 2025).
O resultado gerado pelo GTWR11 apresentou uma melhora significativa no mês de dezembro. O Fundo registrou um resultado caixa de R$ 0,91 por cota, superando o valor de distribuição que se manteve estável em R$ 0,90 por cota. Isso representa uma evolução positiva em relação a novembro, quando o resultado gerado havia sido de R$ 0,88, ficando levemente abaixo da distribuição realizada.
Ao analisar a Demonstração de Resultados (DRE), nota-se que essa melhora no resultado final foi impulsionada principalmente por uma redução nas despesas com taxas. A linha de "Taxa Administração, Gestão e Consultoria" caiu de aproximadamente R$ 421 mil em novembro para R$ 266 mil em dezembro. Simultaneamente, houve um ligeiro aumento na receita de aluguel, que passou de R$ 10,88 milhões para R$ 10,99 milhões. Essa combinação de receitas maiores com despesas menores permitiu ao fundo cobrir integralmente seus rendimentos com o caixa do mês.
No mercado secundário, o fundo teve uma valorização expressiva. A cota de fechamento subiu de R$ 77,87 em novembro para R$ 83,00 em dezembro. O valor patrimonial da cota permanece em R$ 101,40 (após a reavaliação ocorrida no mês anterior). Com essa alta na cotação, a relação Preço sobre Valor Patrimonial (P/VP) subiu de 0,77 para 0,82, indicando que o fundo ainda negocia com desconto em relação aos seus ativos, porém o desconto diminuiu.
A liquidez das cotas do GTWR11 aumentou consideravelmente. O volume médio diário de negociação em dezembro foi de R$ 1,09 milhão, um crescimento de 46% em comparação a novembro, quando a média foi de R$ 747 mil.
A carteira do fundo permanece estável e concentrada em um único ativo (Green Towers), com 100% de ocupação física e sem vacância. O fundo não possui alavancagem (dívidas) e mantém uma posição de caixa de aproximadamente R$ 24,8 milhões, investidos em fundos de liquidez imediata.
Os indicadores operacionais mostram que o contrato de locação (com o Banco do Brasil) é atípico e tem vencimento integral apenas em 2028. O mês de reajuste do contrato é novembro, indexado pelo IGPM. O valor médio do aluguel informado manteve-se na casa dos R$ 169,1 por metro quadrado.
Em resumo, o relatório de dezembro destaca um cenário de maior eficiência operacional com redução de despesas administrativas, aumento da cobertura de dividendos pelo resultado gerado e uma recuperação de valor e liquidez das cotas no mercado secundário.