GGRC11

ZAGROS RENDA IMOBILIÁRIA FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO RESPONSABILIDADE LIMITADA

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

31/08/2026

Entrega

15/09/2026 21:22

Resumo

O GGRC11 manteve a distribuição de R$ 0,10 por cota referente a agosto, mesmo valor de julho, mas o dividend yield mensal subiu para 1,10% e 13,14% anualizado porque a cota de fechamento caiu de R$ 10,03 para R$ 9,13 no mês. A base de cotas considerada na data-com saltou de 214,2 milhões para 345,7 milhões após a conversão dos recibos da 11ª emissão.

No mercado secundário o GGRC11 bateu novo recorde de liquidez, com cerca de 47,1 milhões de cotas negociadas e volume de R$ 439,6 milhões no mês, ante R$ 307,3 milhões em julho, e ADTV de R$ 20,93 milhões ante R$ 13,36 milhões. O crescimento do ADTV na comparação anual passou de 2,88 vezes em julho para 5,16 vezes em agosto. A base de cotistas chegou a 411.230 investidores, com entrada líquida de 18.818 novos cotistas no mês, um crescimento de 4,80%, ritmo um pouco menor que os 5,47% de julho.

O principal evento societário do mês foi a conversão dos recibos da 11ª emissão, identificados como GGRC13, em cotas do GGRC11 no dia 6 de agosto, passando a negociar como GGRC11 a partir de 7 de agosto. Com isso o GGRC11 passou a contar com 346.148.183 cotas emitidas antes dos efeitos da recompra. Na mesma linha, foi feito o complemento de preço ao RELG11 com a entrega de 586.667 cotas a R$ 11,25, somando cerca de R$ 6,6 milhões a valor de emissão e R$ 5,3 milhões a valor de mercado.

O programa de recompra anunciado em 30 de julho para até 10% das cotas começou a ser executado e o GGRC11 recomprou e cancelou 453.226 cotas em agosto a preço médio de R$ 9,22, com volume de cerca de R$ 4,2 milhões. Essas cotas deixam de participar das distribuições seguintes. O patrimônio líquido subiu para R$ 3,777 bilhões ante R$ 2,583 bilhões em julho, enquanto o valor patrimonial por cota recuou de R$ 11,09 para R$ 10,92 e o desconto para o preço de mercado aumentou.

Entre os desembolsos do mês a gestão destacou o pagamento de R$ 495 mil da obra de ampliação do CD Santa Cruz, R$ 1,4 milhão de ITBI do CD Diadema e R$ 4 milhões da parcela cash 2/5 do CD Raposo Sanca, além de R$ 2,3 milhões de amortizações dos CRIs. Em julho o total amortizado havia sido de R$ 11,6 milhões por conta de uma amortização extraordinária de R$ 9,6 milhões do CRI Triple A. Após as amortizações de agosto a relação Passivos sobre PL ficou em 8,81% e Passivos sobre Ativos em 8,10%. A taxa ponderada dos CRIs passou de IPCA mais 8,0% ao ano para IPCA mais 7,6% ao ano, com saldo total de R$ 332,9 milhões.

Na parte operacional, a Fase 02 de expansão do CD Santa Cruz foi concluída, encerrando as obras previstas no ativo. O investimento total na Fase 02 somou R$ 62 milhões e o ativo passou a ter ABL total de 39.494,20 m² e aluguel mensal total de R$ 1.017.830,05, sendo R$ 655.054,50 referentes à Fase 02. O yield on cost da Fase 02 foi informado em cerca de 12,68% ao ano e o ativo passou a representar aproximadamente 3,7% da receita imobiliária do GGRC11.

Dois temas de destaque foram detalhados pela gestão. O primeiro foi o Parecer Técnico nº 16/2026 da área técnica da CVM sobre estruturas de aquisição liquidadas por compensação de créditos em emissões, que cita a aquisição de ativos do BLMG11 pelo GGRC11. A gestão informou que o parecer não é decisão do colegiado nem penalidade e que prestará esclarecimentos em processo de supervisão, e reapresentou as condições da operação de setembro de 2025 envolvendo 34,61% do Triple A FII e terreno de 429,7 mil m² em Cabreúva por R$ 125 milhões, sem complemento de preço, com lock-up e limite diário de venda e contraprestação adicional de R$ 8,4 milhões do BLMG11 ao GGRC11 em 24 parcelas de R$ 350 mil.

O segundo foi o pedido de recuperação judicial do Grupo Casas Bahia em 16 de agosto, com passivo de cerca de R$ 17,3 bilhões. A exposição do GGRC11 é indireta, via participação atual de 50% no Triple A FII, cujo ativo locado às Casas Bahia representa cerca de 60% da receita do veículo. Os rendimentos do Triple A representam cerca de 5,8% das receitas imobiliárias do GGRC11 e menos de 5% das receitas totais. O aluguel de agosto não foi pago e está tratado na recuperação judicial, enquanto o de setembro foi pago integralmente. O contrato é atípico até dezembro de 2030, com multa estimada em R$ 170 milhões, e cerca de 50% da área está sublocada ao Assaí. Os rendimentos do Triple A foram pagos normalmente ao GGRC11 sem impacto na distribuição do mês e o veículo tem caixa de cerca de R$ 48 milhões.

No resultado caixa de agosto a receita total foi de R$ 39,81 milhões ante R$ 36,68 milhões em julho, com receita de locação de R$ 22,11 milhões ante R$ 21,64 milhões e receita de investimentos e participações de R$ 9,57 milhões ante R$ 5,39 milhões. O resultado gerado foi de R$ 34,91 milhões ante R$ 32,05 milhões e o resultado distribuído somou R$ 34,57 milhões, diluído pela nova quantidade de cotas. No balanço de 31 de agosto, os imóveis somavam R$ 2,941 bilhões, estáveis, enquanto FIIs estratégicos saltaram para R$ 531,9 milhões ante R$ 134,8 milhões em julho, refletindo a incorporação dos ativos da emissão.

A composição da receita também mudou, com Renault em 8,8%, Ambev em 8,0%, Americanas em 7,9% e Triple A em 5,8% no topo, ante 10,46%, 9,32%, 9,45% e 6,92% em julho, indicando maior diluição. A vacância física caiu de 1,28% para 0,14%, com ocupação de 99,86%. A tipologia passou para 79,09% logístico, 11,43% híbrido e 9,48% industrial, ante 82,92%, 8,89% e 8,18% em julho, e os contratos atípicos recuaram de 87,83% para 79,50%. A rentabilidade acumulada desde o início caiu de 96,26% para 88,26% por conta da queda da cota, contra 84,83% do IFIX no mesmo período.