GGRC11

ZAGROS RENDA IMOBILIÁRIA FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO RESPONSABILIDADE LIMITADA

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

31/07/2026

Entrega

28/08/2026 18:32

Resumo

No relatório de julho de 2026, o destaque principal do GGRC11 é o anúncio de um Programa de Recompra de Cotas, iniciado em 30/07/2026, prevendo a recompra de até 34.115.118 cotas, o equivalente a 10% das cotas emitidas, a preço de mercado inferior ao valor patrimonial, com posterior cancelamento. O programa terá duração de até 12 meses e conta com cinco corretoras intermediárias. A gestão justifica a medida como alocação eficiente de recursos disponíveis, diante do desconto entre preço de mercado e valor patrimonial, e afirma que o programa não altera a estratégia de crescimento nem os compromissos de investimento já assumidos.

Outra novidade relevante é a conclusão da 11ª emissão, que captou R$ 1.479.935.043,18, com a integralização de 131.901.519 cotas. Os recibos (GGRC13) serão convertidos em 6 de agosto de 2026 e passarão a ser negociados sob o ticker GGRC11 a partir de 7 de agosto, o que ampliará significativamente o total de cotas do fundo. Na carteira já aparecem R$ 1,483 bilhão em "Cotas a Converter" no passivo e R$ 401,8 milhões no ativo.

Sobre a venda de 10 imóveis anunciada em junho (MoU de R$ 530 milhões), a gestão informa que o potencial comprador está em fase de diligência e que a expectativa de conclusão da operação é entre setembro e outubro de 2026. Há R$ 92,2 milhões registrados como "a receber de desinvestimentos" no balanço. Quanto à alavancagem, o fundo informa que a relação entre passivos e ativos está abaixo de 10%, patamar considerado conservador.

Na distribuição, o GGRC11 manteve o rendimento de R$ 0,10 por cota, com dividend yield mensal de 1,00% (11,96% anualizado), contra 1,01% em junho. Vale notar que, pela primeira vez, houve distribuição também para os recibos da 11ª emissão, no valor de R$ 10,6 milhões, e o resultado gerado no mês subiu para R$ 32,1 milhões, contra R$ 23,4 milhões em junho, impulsionado por maior receita de renda variável (R$ 6,1 milhões) e novas receitas classificadas como "outras receitas" (R$ 1,9 milhão) e financeira (R$ 0,1 milhão). O valor patrimonial por cota subiu de R$ 11,03 para R$ 11,09.

Em indicadores de mercado, julho registrou o maior volume mensal da história do fundo, com R$ 307,3 milhões negociados (contra R$ 290,3 milhões em junho), e a base de cotistas chegou a 392.412, alta de 5,47% no mês e mais de 135 mil novos cotistas em 2026. A cota fechou a R$ 10,03, contra R$ 9,89 no mês anterior.

Na carteira, a vacância física caiu de 1,40% para 1,28%, e a participação logística saltou de 75,36% para 82,92% da receita, reflexo da integração dos ativos adquiridos (Infinity Business Park, Pouso Alegre, Raposo/Sanca e Camaçari aparecem agora no relatório). O cronograma de CRIs incorporou um novo contrato, o CRI Diadema (IPCA + 7,5%, saldo de R$ 76,7 milhões), elevando o saldo devedor total de R$ 258,4 milhões para R$ 325,1 milhões. O programa Renova segue em andamento, com as benfeitorias da Renault em 18% de conclusão e a interligação do CD SantaCruz Fase 02 100% concluída. Os vencimentos de contratos em 2026 passaram de 8% para 13% da receita, enquanto a participação de 2030+ subiu de 48% para 55%, e o WAULT se manteve em 4,47 anos.