No relatório de janeiro/2026 do GARE11, o patrimônio líquido totalizou R$ 2,75 bilhões, com valor patrimonial por cota em R$ 9,52, ante R$ 2,70 bilhões e R$ 9,32 por cota em dezembro/2025. O preço da cota fechou em R$ 8,79, resultando em múltiplo P/VP de 0,92x, comparado a 0,97x no mês anterior.
A distribuição de rendimentos manteve-se em R$ 0,083 por cota em janeiro/2026, com dividend yield anualizado de 11,3% ao ano, ante 11,0% em dezembro/2025. O guidance para os 12 meses de 2026 foi preservado entre R$ 0,083 e R$ 0,090 por cota. As receitas totais atingiram R$ 27,095 mil em janeiro, contra R$ 22,467 mil em dezembro, impulsionadas por operações mobiliárias em R$ 9,342 mil, enquanto resultado imobiliário logística caiu para R$ 5,914 mil e renda urbana subiu para R$ 11,468 mil.
O portfólio segue com 33 imóveis e ABL de 463,6 mil m², vacância zero física e financeira, e WAULT de 10,4 anos, ante 10,5 anos em dezembro. Composição por receita: 62% renda urbana, 30% logística e 8% escritório, com 11 inquilinos e 95% de contratos atípicos. Não houve reajustes de aluguéis em janeiro.
A gestora detalhou a destinação da 7ª emissão de R$ 1,27 bilhão: R$ 676 milhões em imóveis (R$ 230 milhões já liquidados nos ativos Desco, Confins e MRV; saldo para 6 imóveis pendentes de condições precedentes, com conclusão prevista para início do segundo trimestre/2026, via TVMs temporárias); R$ 310 milhões em caixa livre; R$ 290 milhões em TVMs, CRIs e GAME11. Projeções pós-ingresso dos 6 imóveis indicam 39 ativos, 14 inquilinos e patrimônio de R$ 2,75 bilhões.
A Assembleia Geral Extraordinária de 26 de janeiro/2026, com 40,87% de quórum, aprovou ratificação de operações em potencial conflito de interesse, ampliação do capital autorizado (com compromisso de limite em R$ 20 bilhões) e prerrogativa de recompra de cotas. Alavancagem líquida em -13%, com disponibilidades de R$ 1,123 bilhão cobrindo todas as obrigações de CRIs (R$ 834 milhões totais, R$ 765 milhões de principal até 2043).
Liquidez média diária alcançou R$ 16,52 milhões em janeiro/2026, ante R$ 7,71 milhões em dezembro/2025 e R$ 13 milhões projetados pós-emissão, com base de cotistas em 456,5 mil, contra 446,3 mil no mês anterior. A visão da gestora enfatiza 2026 como ano de manutenção estrutural, com reequilíbrio gradual para maior peso em logística e seletividade em novas alocações.