No relatório mais recente do FTCA11, a gestora incluiu detalhes sobre quatro ativos específicos da carteira, trazendo informações sobre devedores, garantias e vencimentos. O CRA Vale do Tijuco, classificado como sucroalcooleiro e sediado em Minas Gerais, oferece remuneração de CDI mais 1,60%, com vencimento em outubro de 2034, rating AA da S&P e fiança da holding do grupo, que registrou receita bruta de R$ 2,6 bilhões em três unidades mineiras.
O CRA Cocari 2, de segmento cooperativo com atuação em Paraná, Goiás e Minas Gerais, mantém remuneração de IPCA mais 9,95%, vencimento em dezembro de 2026, subordinação de 20% e garantias por cessão fiduciária de recebíveis e contratos de grãos em 110% e 130% do saldo devedor, respectivamente. Em comparação com o relatório anterior, esse ativo segue sem alterações de estrutura ou remuneração.
O CRA Castilhos, ligado a produtor rural de grãos na Bahia, apresenta remuneração de CDI mais 8,5% e vencimento em outubro de 2025, com alienação fiduciária de terras em pelo menos 120% do saldo devedor e penhor de grãos. No mês anterior, esse ativo correspondia a 5,69% do patrimônio líquido e estava entre os dois inadimplentes da carteira, agora detalhado com o mesmo nível de garantias e avaliação inicial.
O CRA Agrofito, de revenda de insumos com foco em São Paulo, Tocantins e Goiás, oferece CDI mais 5,60%, vencimento em dezembro de 2025, subordinação de 30% e cessão fiduciária de recebíveis, mantendo características semelhantes ao mês passado. O portfólio do FTCA11 mostrou continuidade na composição, com caixa representando cerca de 30% do patrimônio líquido de R$ 47 milhões, alocação de 69,71% em ativos-alvo e exposição principal a revenda de insumos em 46% dos segmentos.
A diversificação geográfica em 15 estados e 28 ativos totaliza os mesmos patamares do relatório anterior, sem registro de novos resgates ou compras pontuais além dos já informados no mês de março de 2026.