Em maio de 2026 o FTCA11 apresentou patrimônio líquido de R$ 46.969.106 e cota patrimonial de R$ 10,53, valores ligeiramente inferiores aos observados em meses anteriores como junho de 2025, quando o patrimônio estava em R$ 47.372.226 e a cota em R$ 10,62. O percentual alocado em ativos caiu para 70,21%, o que representa um aumento expressivo na parcela em caixa em relação ao padrão habitual do fundo, chegando a cerca de 30% do patrimônio.
A gestão distribuiu R$ 0,110 por cota no mês, abaixo do resultado calculado de R$ 0,134, optando por usar parte das reservas acumuladas. Esse rendimento equivalia a 1,27% de dividend yield sobre cota de mercado e 139% do CDI com gross up. Nos últimos 12 meses o dividend yield de mercado acumulado ficou em 18,18%, ou 145% do CDI. Historicamente a distribuição por cota tem oscilado entre R$ 0,110 e R$ 0,140, mantendo variação similar nos últimos meses.
Dois ativos permanecem inadimplentes: o CRA Castilhos, com 5,68% do PL, e o CRI Cotribá, com 2,57%. No caso do Castilhos houve homologação judicial de composição amigável, consolidação das garantias e realização de editais de leilão programados para junho, com o ativo precificado com deságio de 40%. No Cotribá, após inadimplência iniciada em novembro, a segunda instância suspendeu efeitos de tentativa de recuperação judicial, mantendo stop accrual e garantias robustas com LTV de 0,28.
A carteira tem taxa média ponderada de CDI + 4,96% em 90,79% dos ativos alocados e IPCA + 7,82% nos demais. A duration ponderada dos CRAs está em 1,15 ano, com 71,69% dos ativos com prazo inferior a dois anos. O fundo mantém 28 ativos em 10 segmentos diferentes, sendo 47% em revenda de insumos e maior concentração geográfica em São Paulo (21%), Minas Gerais (16%) e Goiás (13%).
A cota de mercado encerrou o mês em R$ 8,66, com liquidez média diária de R$ 69.636 e volume mensal negociado de R$ 1,4 milhão, próximo aos patamares verificados em meses anteriores. O número de cotistas chegou a 7.672.