No relatório de julho de 2026 do FTCA11 o patrimônio líquido ficou em R$ 46,9 milhões e o valor patrimonial da cota em R$ 10,52, praticamente estável em relação a junho. O percentual alocado em ativos caiu de 67,56% para 57,56%, com o caixa subindo para 42% do PL. A duration do portfólio reduziu de 2,4 anos em janeiro de 2025 para 1,0 ano em julho de 2026, enquanto a concentração média por ativo diminuiu de 2,49% para 2,06% e a exposição ao setor de revenda de insumos recuou de 46% para 38%.
A distribuição do mês foi de R$ 0,083 por cota, abaixo dos R$ 0,093 de junho, com o dividend yield de mercado em 1,16%. Nos 12 meses o yield de mercado ficou em 17,20%. O número de ativos passou de 28 para 27 e o de cotistas de 7.672 para 7.473. A carteira agora tem taxa média de CDI + 4,97% em 90,79% do alocado e IPCA + 7,84% nos demais.
No mês houve pré-pagamento integral do CRA Agrotech e amortizações extraordinárias nos CRAs Agrofarm e Agrobrasil. O CRA Agrodinâmica teve vencimento antecipado declarado em 29 de julho por desenquadramentos. O CRA Agrofito recebeu waiver e repactuação em assembleia, com novas garantias de imóveis, estoques e recebíveis. Os dois ativos inadimplentes permanecem como CRA Castilhos em 5,70% do PL e CRI Cotribá em 2,58% do PL.
A gestão informou que elevou o caixa, reduziu a duration e aumentou a diversificação diante do cenário macro com Selic alta e volatilidade de commodities. Com estabilização nos preços de ativos no secundário, a estratégia passa a incluir alocações pontuais em operações high grade com taxas acima das históricas.