No exercício findo em 31/12/2025, o FIIB11 registrou resultado total de R$ 109,005 milhões, dos quais R$ 79,193 milhões vieram da valorização do ajuste a valor justo dos imóveis, resultando em desempenho operacional de R$ 29,812 milhões. O fundo declarou rendimentos de R$ 30,605 milhões aos cotistas. Seu principal ativo é o Perini Business Park, em Joinville (SC), com 277.714,50 m² de terreno e 104.187,12 m² de ABL, avaliado em R$ 56,97 milhões (valorização de 11,29%) para o terreno e R$ 10,24 milhões (12,13%) para propriedade à venda, conforme avaliação da Cushman & Wakefield usando métodos como fluxo de caixa descontado e comparativo de mercado.
O fundo iniciou 2025 com vacância zero, mas encerrou com 5,78% devido a retração no setor automotivo, afetando um locatário que ocupa 23% da área e obteve postergação de 50% dos aluguéis de setembro/2025 a junho/2026, paga em 24 parcelas a partir de julho/2026, fato relevante divulgado em várias datas. A inflação foi de 4,26%, Selic fechou em 15%, impactando a valorização do ativo em meio a incertezas globais como guerras e tarifas dos EUA. Para 2026, a vacância cai para 3,02% em abril com novos contratos, com chance de 100% de ocupação, mas persistem desafios econômicos como tensão no Oriente Médio e projeções de Selic a 12,25% e IPCA a 4,10%.
A política de investimento foca na manutenção do único ativo, sem novas aquisições exceto emergenciais. Há quatro processos judiciais relevantes, todos com risco remoto de perda, envolvendo ex-locatários como Wetzel (encerrada) e Bulonfer/Gecel (cobranças de dívidas). A distribuição de cotistas é pulverizada, com 87,98% das cotas em faixas até 5% e um cotista com 12,02%. A remuneração do administrador Coinvalores é de 3% da receita bruta mensal, com mínimo corrigido por IGP-M.