No relatório gerencial de junho de 2026 do FIIB11, o rendimento por cota caiu para R$ 1,94, contra R$ 3,00 no mês anterior. Essa redução decorre diretamente da inadimplência de uma locatária, que não pagou 55% do aluguel de junho nem os encargos de condomínio, IPTU e taxa de lixo. O impacto total no caixa foi de R$ 1,21 por cota, conforme detalhado no fato relevante divulgado em 30 de junho.
Após a divulgação, a locatária quitou parte dos encargos vencidos em junho e a primeira parcela do acordo de parcelamento, totalizando R$ 351.629,95 recebidos. Mesmo assim, permanecem em aberto valores de aluguel de junho e julho mais encargos de julho, somando R$ 1.196.343,82 ou R$ 1,75 por cota. O rendimento de junho foi calculado apenas com base no caixa efetivamente realizado, e eventuais recebimentos adicionais serão incorporados à distribuição de julho.
A vacância efetiva recuou de 5,62% em maio para 5,01% em junho. A vacância futura segue em 6,28% por causa da rescisão antecipada do módulo D do Bloco 2, com devolução prevista para 24 de agosto de 2026 e impacto estimado de R$ 0,03 por cota a partir de outubro.
O valor de mercado da cota do FIIB11 fechou junho em R$ 443,00, abaixo dos R$ 456,00 de maio, enquanto a cota patrimonial subiu ligeiramente de R$ 592,08 para R$ 594,01. O número de cotistas diminuiu de 14.156 para 14.031.
O valor de mercado dos imóveis permaneceu em R$ 400.504.790,00, igual ao reportado no mês anterior. O saldo de caixa encerrou junho em R$ 2.150.973,50, contra R$ 2.880.715,93 em maio, após a distribuição de rendimentos e pagamentos de obras.
A distribuição dos rendimentos nos últimos 12 meses mostra estabilidade em torno de R$ 3,00 nos meses de janeiro a maio de 2026, com queda acentuada apenas em junho. A composição da carteira por segmento e os principais inquilinos apresentaram pequenas variações em relação a maio, sem alterações relevantes nos vencimentos de contratos ou na lista de processos judiciais.