O FIGS11 divulgou suas demonstrações financeiras auditadas em 31 de dezembro de 2025 pela Grant Thornton, com opinião sem ressalvas e conformidade com normas da CVM. O patrimônio líquido totalizou R$ 200,5 milhões, queda de 7,8% ante R$ 217,5 milhões em 2024, impulsionada por desvalorização dos ativos. As propriedades para investimento, principal ativo em 95,1% do PL (R$ 190,7 milhões), incluem 36,5% do Parque Shopping Maia e do Shopping Bonsucesso, avaliados a valor justo por laudo da Cushman & Wakefield, que destacou vacância e taxas de desconto mais altas que no ano anterior como foco de auditoria.
No exercício, o fundo registrou prejuízo líquido de R$ 1,0 milhão, revertendo lucro de R$ 0,4 milhão em 2024, devido a ajuste negativo de R$ 16,5 milhões no valor justo das propriedades, apesar de receitas de aluguéis estáveis em R$ 14,8 milhões. Rendimentos de CRIs somaram R$ 1,3 milhão, enquanto despesas operacionais foram baixas, em R$ 1,0 milhão (taxa de administração de 0,3% do PL médio). O caixa operacional gerou R$ 15,3 milhões, com investimentos em benfeitorias de R$ 1,6 milhão e vendas de CRIs.
O fundo distribuiu R$ 15,9 milhões em rendimentos (104% do mínimo legal pelo regime de caixa), com saldo a pagar de R$ 1,4 milhão, mantendo política mensal. A cotação na B3 oscilou entre R$ 42,50 e R$ 48,49, fechando em R$ 47,02, abaixo do valor unitário do PL de R$ 70,36 (2,85 milhões de cotas). O fundo mudou para estrutura de responsabilidade limitada e detalhou riscos como mercado imobiliário, vacância e tributários, sem transações com partes relacionadas além da gestão.