FGAA11

FG/AGRO FUNDO DE INVESTIMENTO NAS CADEIAS PRODUTIVAS AGROIND FIAGRO IMOBILIÁRIO RESP LIMITADA

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

31/12/2025

Entrega

08/01/2026 19:11

Resumo

Seguem os destaques e a análise do relatório gerencial do fundo FGAA11 referente a dezembro de 2025, comparado ao mês anterior.

O ponto de maior atenção no relatório de dezembro é o evento de crédito envolvendo o ativo Café Brasil. A gestora informou que a operação, que representa cerca de 2,3% do patrimônio líquido do fundo, não teve a liquidação integral de suas obrigações em 31 de dezembro de 2025. O devedor realizou apenas um pagamento parcial devido a uma entrada de recursos que não se concretizou na data prevista. Em consequência, foi convocada uma assembleia de credores para o final de janeiro de 2026 a fim de deliberar sobre um prazo adicional para pagamento, evitando o vencimento antecipado da dívida. A gestão ressaltou que a operação possui garantias reais (alienação fiduciária) ativas e que o rating da operação foi revisado, mas até o fechamento do relatório não houve impacto relevante contábil no patrimônio.

Na composição da carteira, houve a consolidação do investimento no Grupo FRT (Fernando Ribas Taques). Conforme sinalizado no relatório de novembro, o fundo realizou a segunda tranche do desembolso. Em novembro, a posição era de R$ 20 milhões e, em dezembro, passou para R$ 40 milhões. Com isso, o Grupo FRT tornou-se uma das maiores exposições do fundo, representando 9,5% do patrimônio líquido. Esta operação é indexada ao dólar mas com swap para CDI, buscando uma taxa final de CDI mais um prêmio elevado.

Sobre a distribuição de rendimentos, o fundo manteve a estabilidade, pagando R$ 0,12 por cota, o que representou um dividend yield de 1,28% no mês sobre a cota patrimonial. A gestão informou que definirá o dividendo base para o primeiro semestre de 2026 (guidance) no próximo mês, após a primeira reunião do COPOM do ano, mantendo a política de equilibrar retornos e formação de reservas.

A saúde financeira geral da carteira (excetuando o caso pontual de Café Brasil) mantém grande exposição ao setor sucroenergético, que corresponde a cerca de 57% do portfólio. A análise setorial aponta que os preços do açúcar caíram em dezembro devido à maior oferta global, enquanto o etanol teve alta de preços sustentada pela demanda interna. Como o fundo tem muitos devedores que produzem ambos, a flexibilidade do mix produtivo dessas empresas é vista como um fator de proteção.

Em relação à estrutura de capital, o fundo segue com uma alocação eficiente, mantendo poucos recursos em caixa e utilizando operações táticas em ativos mais líquidos (como Jalles e Lins) para gerenciar o fluxo de caixa. A cotação de mercado do FGAA11 subiu de R$ 8,87 no final de novembro para R$ 9,07 no final de dezembro, reduzindo o desconto em relação ao valor patrimonial, que fechou o mês em R$ 9,41.

Em resumo, o relatório de dezembro traz uma continuidade na estratégia de alocação com o aumento de exposição em grãos via Grupo FRT, mas acende um sinal de alerta com o evento de liquidação parcial do CRA Café Brasil, que exigirá acompanhamento próximo dos investidores nos próximos relatórios para verificar a resolução da assembleia de credores.