No relatório de março de 2026 do FGAA11, a distribuição foi de R$ 0,115 por cota, equivalente a 1,22% sobre a cota patrimonial de R$ 9,45, dentro da faixa mantida pelo gestor de R$ 0,11 a R$ 0,12 por cota, comparado a R$ 0,120 por cota em fevereiro (1,27% sobre R$ 9,43). As reservas de lucros avançaram de R$ 0,095 para R$ 0,114 por cota, com retenção de R$ 874 mil no mês, acumulando R$ 5,17 milhões totais, ante R$ 4,29 milhões em fevereiro.
A posição no Grupo FRT atingiu R$ 50 milhões após aporte complementar de R$ 5 milhões em operação indexada ao CDI, elevando sua alocação para 12,2% do PL (de 11,2% em fevereiro), sem mudança na tese de investimento. No Café Brasil (1,7% do PL), houve pagamento em 6 de abril de R$ 945,5 mil, incluindo juros moratórios, cumprindo 98% da parcela atrasada de dezembro/2025, com equalização pendente em maio.
No caso de rebaixamento de rating interno mencionado em fevereiro (posição de cerca de 5% do PL), ocorreu assembleia em 7 de abril com waiver de 30 dias para recompor o fundo de reserva, mantendo garantia de alienação fiduciária de imóveis em 180% da exposição. A cota de mercado fechou março em R$ 9,23 (desconto de 2,36% sobre PL), cotada a R$ 9,18 na publicação (desconto 2,89%), ante R$ 9,27 em fevereiro (1,70%).
A carteira manteve 17 devedores, com originação própria em 83,9% (ante 81,4%) e duration de 1,97 anos (ante 1,93). Alcoeste segue como maior exposição em 14,0%, WD em 12,8%, Sertran em 8,7%; setor sucroenergético em 55,5%. Volume médio diário caiu para R$ 911 mil (de R$ 1,3 milhão em fevereiro), com cotistas em 53.070 (aumento de 52.796). Receita de juros subiu para R$ 6,495 milhões (de R$ 6,148 milhões), resultado de R$ 6,052 milhões.
O gestor destaca cautela com cortes iniciais da Selic para 14,75%, volatilidade externa e análise caso a caso, priorizando preservação de patrimônio e consistência na distribuição. No panorama setorial, moagem de cana no Centro-Sul recuou 2,2% na safra 2025/26; preços de açúcar subiram 11,6%, etanol hidratado em R$ 3,03/litro; milho com produção global de 1.297M ton; soja em 178M ton no Brasil.