Com base no relatório de novembro de 2025 do FGAA11, a principal novidade foi a alocação de R$ 40 milhões no Grupo FRT, um produtor de grãos com 50 anos de história. O desembolso foi planejado em duas parcelas, com R$ 20 milhões realizados em novembro e outros R$ 20 milhões previstos para dezembro. Esta operação, estruturada como uma CPR em dólar com swap para CDI+, aumentou a diversificação da carteira, que agora possui uma exposição de 7,5% ao setor de grãos, reduzindo a concentração no setor sucroenergético de 64,1% para 59,7%.
Uma mudança significativa na estrutura de capital do fundo foi o aumento da alocação total para 103,95% do seu patrimônio líquido. Isso indica que o FGAA11 passou a operar com um pequeno nível de alavancagem. Segundo o gestor, essa estratégia visa antecipar a realocação de recursos de amortizações futuras e otimizar a eficiência do capital. Para viabilizar os novos investimentos, o fundo reduziu sua posição no CRA da Jalles Machado, que caiu de 7,85% para 4,49% do patrimônio, confirmando o uso deste ativo como uma ferramenta tática de gestão de caixa.
Em relação aos rendimentos, o FGAA11 manteve a distribuição de R$ 0,12 por cota, em linha com a política de estabilidade anunciada para o semestre. No entanto, o resultado gerado no mês foi de R$ 0,117 por cota, ligeiramente abaixo do valor distribuído. Para complementar o pagamento, o fundo utilizou parte de sua reserva de lucros, que diminuiu de R$ 3,90 milhões para R$ 3,76 milhões. A carteira de crédito segue 100% adimplente.
Outros pontos a observar foram o aumento no número de cotistas, que passou de 50.661 para 51.156, e a redução na liquidez média diária, que caiu de R$ 941 mil em outubro para R$ 809 mil em novembro. Diferente de outubro, o fundo não realizou novas recompras de cotas no mês. A visão do gestor continua focada na gestão dinâmica, disciplina de risco e busca por assimetrias no mercado para remunerar o capital.