O relatório de junho de 2026 do EGAF11 indica que o patrimônio líquido ficou em R$ 310,178 milhões, praticamente estável em relação aos R$ 310,128 milhões de maio. A cota patrimonial subiu de R$ 99,02 para R$ 99,07, enquanto a cota de mercado recuou de R$ 89,80 para R$ 89,09. O número de cotistas aumentou de 12.644 para 12.706, e a quantidade de ativos permaneceu em 39.
A alocação em ativos alvo caiu de 106,01% para 96,19% do PL. Essa redução ocorreu após vendas parciais de R$ 30,8 milhões nos ativos Pantanal, Syagri, FIDC Goplan e Panorama, além do desfazimento de R$ 26,8 milhões em compromissada. Os recursos foram usados para reforçar posições em Spaço, Café Brasil, Cultivar, Rumo, Conceito e AP, totalizando R$ 15,3 milhões em compras, e para manter caixa em R$ 18,4 milhões.
Os rendimentos distribuídos em junho foram de R$ 1,35 por cota, equivalente a CDI + 4,80%, acima dos R$ 1,32 de maio. O acumulado desde o início do fundo chegou a R$ 72,80 por cota. A rentabilidade contábil do mês foi de 1,40% contra 1,12% do CDI, enquanto a rentabilidade de mercado ficou em 0,67%.
As exposições por ativo apresentaram variações: Nativa passou de 9,83% para 9,03% do PL, Pantanal III de 5,89% para 4,88%, e Cultivar de 3,44% para 4,82%. Por estado, Goiás caiu de 27,15% para 24,30%, enquanto Mato Grosso subiu de 6,83% para 9,21%. Por cultura, soja recuou de 40,8% para 37,5%.
O comentário do gestor mantém a mesma estratégia de rotação de ativos no secundário e foco em CRAs seniores da cadeia de insumos, com taxa média de emissão em CDI + 5,05%. O panorama macroeconômico e agrícola repete temas de desaceleração doméstica, tensões geopolíticas e evolução das commodities, com atualizações pontuais nos dados de soja, milho, café e cana.