O comunicado divulgado pela administradora Vórtx em 5 de agosto de 2026 informa que as demonstrações financeiras do DEVA11 referentes ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2025 foram emitidas com qualificação pelos auditores independentes da Grant Thornton. A ressalva decorre de uma limitação de escopo na auditoria: parte dos certificados de recebíveis imobiliários que compõem a carteira do fundo tem devedores que estão em processo de recuperação judicial e que não haviam entregue suas demonstrações financeiras auditadas de 2025 até a data do relatório. Por isso, os auditores não conseguiram obter evidências suficientes para confirmar os saldos desses ativos.
Na prática, isso significa que os números das demonstrações financeiras do fundo podem conter distorções, já que não foi possível verificar integralmente a situação desses investimentos. Vale destacar que a qualificação está relacionada a uma limitação de informações (os auditores não tiveram acesso a dados suficientes) e não necessariamente a perdas confirmadas nos ativos, embora a recuperação judicial dos devedores indique um quadro de risco de crédito relevante nessa parte da carteira.
Em resposta, a administradora tomou medidas de governança, como comunicar imediatamente o gestor do fundo, submeter o caso à Comissão de Administração Fiduciária, que aprovou a divulgação mesmo com a ressalva em nome da transparência, e envidar esforços junto aos auditores para realizar procedimentos adicionais que pudessem reverter ou minimizar a qualificação, sem sucesso em revertê-la. O comunicado reforça o compromisso da administradora com a transparência e a coloca à disposição dos cotistas para esclarecimentos adicionais.