No relatório de abril de 2026 do CRAA11, o fundo adicionou um novo emissor à carteira, a Vibra, maior distribuidora de combustíveis do país e com rating AAA, enquanto negociou 83 ativos no mercado secundário e realizou compras equivalentes a 7% do patrimônio líquido. O número de ativos caiu para 122, distribuídos em 20 segmentos, contra 123 em 22 segmentos no mês anterior, mantendo a maior posição em torno de 3,2% do fundo.
O carrego da carteira subiu para CDI mais 1,8% ao ano, com spread médio de 2,0% nos ativos CDI+ e duration de 2,0 anos, contra CDI mais 1,6% no relatório de março, com spread de 1,8%. A alocação mostrou pequena variação, com 60,2% em CDI+, 34,8% em IPCA+ e 4,2% em prefixados, resultando em taxa de mercado média de 1,8% em equivalente CDA.
A distribuição do mês foi de R$ 1,20 por cota, abaixo dos R$ 1,25 de março, equivalente a 109% do CDI no período, com o dividend yield de 12 meses mantido em 15,6%. O resultado contábil caiu para R$ 0,84 por cota, influenciado pela marcação a mercado negativa decorrente da abertura de spreads no mercado de crédito, levando a reserva de resultados para R$ 0,02 por cota ao final de abril, contra níveis mais elevados acumulados no mês anterior. O gestor indicou que busca manter distribuições próximas a R$ 1,20 por cota nos próximos meses, condicionado à evolução do resultado acumulado, e a cota patrimonial encerrou em R$ 101,22, frente a R$ 101,64 de março.
No desempenho, o mês entregou 0,83%, ou 76% do CDI, abaixo do 1,23% e 102% do CDI de março, com o retorno de 12 meses em 14,90% contra 15,51% no relatório anterior. A exposição continua concentrada em emissores de alto crédito, com diversificação entre cooperativas, processadores e indústrias, e a gestão destacou a possibilidade de rotacionar a carteira e alongar duration em ambiente de spreads mais abertos sem necessidade de vendas forçadas.