Nas demonstrações financeiras de CPUR11 referentes ao exercício encerrado em 30 de junho de 2026, a Grant Thornton emitiu opinião sem ressalvas. A auditoria destacou a avaliação dos imóveis a valor justo e a mensuração dos CRIs, considerando razoáveis os critérios e as premissas adotados. O patrimônio líquido passou de R$ 594,6 milhões para R$ 668,2 milhões. Os imóveis para renda somavam R$ 877,2 milhões e as cotas de outros FIIs, R$ 93,3 milhões. O valor patrimonial por cota era de R$ 9,85, e a cotação de fechamento em junho foi de R$ 10,20.
As receitas de aluguel cresceram de R$ 49,4 milhões para R$ 65,8 milhões. O lucro líquido foi de R$ 95,7 milhões, ou R$ 1,41 por cota, ante R$ 30,2 milhões e R$ 0,48 no exercício anterior. O resultado também refletiu ajustes a valor justo de imóveis e cotas de FIIs, além de operações com esses fundos, não sendo composto apenas pela renda recorrente de aluguéis. O resultado-base caixa para distribuição foi de R$ 75,5 milhões, integralmente declarado; os rendimentos médios pagos por cota foram de R$ 1,05, ante R$ 0,85 no período anterior.
Ao final do exercício, as obrigações por captação, principalmente CRIs, eram de R$ 250,6 milhões, ante R$ 303,8 milhões em 2025, e as obrigações por aquisição de imóveis somavam R$ 52 milhões. As notas registram a incorporação de cinco imóveis locados à Marisa e à C&A, avaliados em R$ 152,9 milhões, parte paga com cotas e parte registrada como obrigação. Também informam a conclusão, em agosto de 2026, da venda de três imóveis do GPA por R$ 98,9 milhões. Como evento subsequente, CPUR11 divulgou um memorando vinculante para vender três imóveis locados ao Assaí por cerca de R$ 258,7 milhões, operação ainda sujeita a condições precedentes.