O relatório de gestão de agosto de 2026 do CPUR11 registrou um resultado caixa de R$ 0,10 por cota, totalizando R$ 6,78 milhões, após os R$ 0,11 por cota auferidos em julho. A distribuição de rendimentos permaneceu inalterada em R$ 0,10 por cota, o que representou um dividend yield anualizado de 11,8% frente à cotação de mercado de R$ 10,74. O saldo de resultado acumulado não distribuído foi mantido em R$ 0,03 por cota. Para os próximos doze meses, a gestão reiterou o guidance entre R$ 0,08 e R$ 0,10 por cota, com valor estabilizado projetado em R$ 0,09 por cota.
No campo das transações imobiliárias, as diligências para a venda dos três ativos locados ao Assaí em Araçatuba, Macaé e Porto Velho avançaram, com a expectativa de fechamento do negócio postergada de outubro para novembro de 2026. A gestora enfatiza que a transação proporcionará ganho imobiliário relevante para o CPUR11, servindo para sustentar o nível de distribuição e quitar parte expressiva do endividamento. Ao mesmo tempo, continuam os estudos para a destinação do imóvel da Sodimac em Ribeirão Preto e as negociações para novas aquisições com foco em taxas de capitalização mais atrativas.
Operacionalmente, a receita contratada mensal avançou de R$ 5,65 milhões para R$ 5,73 milhões. A ocupação física seguiu em patamar elevado de 99,8% com vacância de 0,2%, impulsionada pela locação de espaço no Barra Medical Center, ao passo que a vacância financeira oscilou levemente de 0,4% para 0,5%. Houve melhora expressiva nas concessões de carências e descontos, que caíram de R$ 165 mil mensais em julho para R$ 45 mil em agosto. A inadimplência permaneceu em zero e o perfil da carteira manteve-se resiliente, com prazo médio de contratos de 13,0 anos, 93,1% da receita corrigida pelo IPCA e 68,0% sob contratos atípicos.
Em relação à estrutura patrimonial, ocorreram mudanças contábeis relevantes. As obrigações por aquisições recuaram fortemente de R$ 171,0 milhões em julho para R$ 52,0 milhões em agosto, movimento acompanhado pela diminuição dos valores a receber, que passaram de R$ 101,6 milhões para R$ 12,2 milhões. A dívida em Certificados de Recebíveis Imobiliários encerrou em R$ 248,8 milhões, e a métrica de alavancagem estimada para 2026 passou a ser reportada em 36,3% do patrimônio líquido, ante 53,9% na publicação anterior. O patrimônio líquido somou R$ 673,7 milhões (R$ 9,93 por cota), negociando com ágio no mercado secundário a uma relação preço sobre valor patrimonial de 1,08 vez. Por fim, o número de cotistas teve retração de 3,3%, situando-se em 1.900 investidores, e o volume financeiro mensal recuou para R$ 10,7 milhões.