No relatório gerencial de setembro de 2026, o destaque inicial do CPUR11 foi o início da 13ª emissão de cotas, voltada a investidores profissionais, com o propósito de levantar recursos para novas aquisições de imóveis alinhadas à política do fundo. No âmbito operacional de desinvestimentos, a gestão manteve o andamento das diligências para a venda de três lojas locadas ao Assaí, situadas em Macaé, Porto Velho e Araçatuba, além de seguir os trabalhos voltados à revitalização do imóvel locado à Sodimac em Ribeirão Preto.
Na estrutura de capital, o fundo promoveu uma relevante desalavancagem e desmobilização de ativos táticos. A carteira de cotas de outros fundos imobiliários caiu significativamente, passando de 88,0 milhões de reais em agosto para 37,7 milhões de reais em setembro. Concomitantemente, as obrigações a prazo por aquisição de imóveis foram quase quitadas, recuando de 52,0 milhões de reais para 6,3 milhões de reais, restando apenas parcelas referentes ao imóvel de Diadema. As obrigações por securitização fecharam em 247,9 milhões de reais, correspondentes a 37,0% do patrimônio líquido, ante 248,8 milhões de reais no mês anterior. Como reflexo conjunto, o endividamento total sobre o patrimônio reduziu-se de 45% para 38%.
No desempenho financeiro, a receita total do CPUR11 somou 7,30 milhões de reais em setembro, abaixo dos 9,23 milhões de reais apurados em agosto. Essa desaceleração decorreu da menor realização de ganhos de capital na venda de cotas de fundos imobiliários, que totalizou 1,14 milhão de reais frente a 2,75 milhões de reais no mês anterior, e de proventos menores dessa mesma classe. Com despesas de 2,00 milhões de reais, o resultado caixa mensal fechou em 5,31 milhões de reais, o que representa 0,0782 real por cota, ante 0,10 real por cota em agosto. A distribuição de rendimentos foi sustentada no patamar de 0,100 real por cota, utilizando saldo de resultado acumulado de exercícios anteriores, cuja reserva recuou de 0,0334 real para 0,0116 real por cota. A projeção de distribuição da gestão foi reiterada na faixa entre 0,080 real e 0,100 real por cota para os 12 meses seguintes.
A carteira imobiliária direta manteve-se composta por 15 imóveis, com alta taxa de ocupação física de 99,8% e vacância financeira em 0,5%, os mesmos níveis do mês anterior. O prazo médio ponderado dos contratos permaneceu longo, registrando 12,9 anos, com 92,6% da receita atrelada a vencimentos superiores a cinco anos, 68,1% em contratos atípicos e 93,1% reajustada pelo IPCA. O valor mensal destinado a concessões e descontos reduziu de 45 mil reais para 35 mil reais. No mercado secundário, a base de cotistas cresceu 7,3%, totalizando 2.039 investidores, enquanto a cotação de mercado fechou em 10,49 reais, contra 10,74 reais no encerramento de agosto, mantendo uma relação preço sobre valor patrimonial de 1,06 vezes.