No relatório de julho de 2026, o CPTS11 teve um mês claramente melhor que junho. A rentabilidade a mercado foi de 1,34%, contra -0,53% no mês anterior, enquanto a patrimonial foi levemente negativa (-0,06%, contra -0,59% em junho). O IFIX recuou 0,32% e o IMA-B subiu 0,97%, de modo que o fundo bateu o índice de FIIs mas ficou abaixo do índice de títulos públicos inflationados. A cota fechou em R$ 7,52, praticamente estável, com o desconto sobre o patrimônio caindo de 13,2% para 12,1%, principalmente porque o valor patrimonial por cota recuou de R$ 8,65 para R$ 8,56. Com isso, o yield implícito da cota caiu de IPCA + 11,78% para IPCA + 11,06% ao ano.
Na carteira de crédito, a marcação a mercado dos CRIs recuou de IPCA + 8,98% para IPCA + 8,86%, reflexo do fechamento da curva de títulos públicos no mês. O gestor destaca que a NTNB longa fechou perto de IPCA + 7,93% para dez anos e segue apontando o quadro fiscal e os juros reais elevados como o principal fator de pressão sobre os ativos brasileiros, com crítica direta à condução fiscal do governo. A carteira segue 100% adimplente, perfil high grade, sem operações estressadas, e os CRIs agora representam 22,9% dos ativos (contra 21,4% em junho).
A carteira de FIIs cresceu de 63,4% para 67,7% dos ativos e teve rentabilidade de -0,08% contra -0,32% do IFIX. Houve mudanças relevantes na alocação: a exposição a Logística caiu de 21,4% para 12,1% da carteira de FIIs, enquanto Híbrido saltou de 0,9% para 11,0% e Renda Urbana subiu de 14,9% para 16,2%. Chama atenção também a tabela de performance dos fundos Capitânia, que deixou de exibir o CPUR (que constava em junho com TIR de 14,0%) e passou a incluir o CPAT (Capitânia Arton FOF), posição nova com TIR negativa de -10,1%. A TIR média dos fundos da gestora recuou de 13,5% para 12,5% ao ano, ainda acima dos 10,4% do IFIX. O upside potencial da carteira de FIIs diminuiu de +15,2% para +13,8%.
As movimentações definitivas de CRIs foram pequenas e pouco relevantes: compras de apenas R$ 128 mil (a IPCA + 10,98% em média) e vendas de R$ 8 mil, em contraste com junho, quando houve operações temporárias volumosas de quase R$ 500 milhões. O resultado financeiro do mês foi de R$ 0,084 por cota (contra R$ 0,101 em junho), abaixo da distribuição de R$ 0,090, reduzindo o acumulado do ano para R$ 0,004 por cota. Vale notar que a despesa com compromissadas subiu de R$ 6,67 milhões para R$ 8,73 milhões no mês, e a alavancagem chegou a 21,9% do patrimônio a CDI + 0,80%, com impacto negativo de -0,23% no PL em julho, seguindo a sequência negativa desde abril. O guidance de dividendos foi mantido: R$ 0,09 por cota como cenário-base, com bandas de R$ 0,08 a R$ 0,10, sem alterações em relação ao mês anterior. O número de cotistas seguiu crescendo, de 392.504 para 398.167, e a liquidez média diária foi de R$ 7,2 milhões.