O documento enviado não é sobre o CPTI11 (Capitânia), citado na solicitação, mas sobre o JURO11, código de negociação do Sparta Infra FIC FI-Infra (CNPJ 42.730.834/0001-00). Trata-se do Relatório Mensal de Gestão de julho/2026, divulgado pela gestora Sparta Administradora de Recursos. Por isso, as informações abaixo se referem ao JURO11 e não devem ser atribuídas ao CPTI11. Se a análise era para o CPTI11, o documento correto precisa ser enviado. O JURO11 é um fundo de renda fixa negociado na B3 que, por meio de fundos master, aplica cerca de 99% do patrimônio em debêntures incentivadas de infraestrutura, como energia, rodovias e saneamento. Sua meta é render 2,0% ao ano acima do IMA-B 5, índice de títulos públicos atrelados à inflação com prazo de até 5 anos. O fundo tem isenção de IR para pessoas físicas e taxa de administração de 1,0% ao ano. Em 31/07/2026, o patrimônio era de R$ 2,1 bilhões, com 93.027 cotistas.
Em julho, o fundo rendeu 1,01%, contra 1,24% do IMA-B 5. No acumulado de 2026, a rentabilidade é de 4,32% contra 7,80% do índice. Em 12 meses, é de 9,97% contra 13,18%, e desde o início, em dezembro de 2021, é de 80,1% contra 57,7%. Segundo a gestora, a marcação a mercado dos créditos foi o principal fator negativo, com impacto de -0,4% no mês e de -1,8% em 12 meses, enquanto o carrego de crédito somou +0,7% em 12 meses. Nas distribuições, os rendimentos mensais foram de R$ 1,00 por cota até março de 2026 e depois caíram para R$ 0,75 em abril, R$ 0,50 em maio e zero em junho. O rendimento de julho, de R$ 0,75, já foi anunciado e será pago em 14/08/2026. O dividend yield de 12 meses recuou de 12,3% em março para 10,2% em julho. A gestora informa que a política de distribuição está condicionada à preservação da cota patrimonial em relação à referência de R$ 100, o que exige resultado acumulado positivo. Após essa distribuição, a cota patrimonial ficou em R$ 100,41, com reserva de R$ 0,41 por cota, e a gestora pretende voltar a distribuir cerca de R$ 1,00 por cota, desde que a evolução da cota e as condições de mercado permitam. Na B3, a cota fechou julho a R$ 96,40, cerca de 4% abaixo do valor patrimonial.
No comentário do gestor, os spreads das debêntures incentivadas subiram levemente em julho e os resgates líquidos da indústria caíram para cerca de R$ 2 bilhões, mas ainda não há retomada consistente de captação para a classe, o que pode manter o mercado sujeito a volatilidade. Na carteira, a duration (sensibilidade a juros) está em 3,5 anos, com exposição 1,5 ano acima do IMA-B 5 para capturar uma eventual normalização das taxas de juros reais. O carrego, que representa o rendimento da carteira sem considerar ganhos de gestão ativa nem custos, está em IPCA + 9,5% ao ano, sendo IPCA + 8,4% do IMA-B 5 mais spread de crédito médio de 1,1% ao ano (prêmio pago acima dos títulos públicos). A duration de crédito foi reduzida para 4,7 anos e o caixa subiu para 9% do patrimônio. A carteira de 274 debêntures tem maior peso em geração de energia (23%), distribuição de energia (11%), rodovias (10%) e saneamento (9%), e a maior parte dos papéis tem rating AA- ou superior. Há também cerca de 7% do patrimônio sem classificação de risco e posições com rating baixo, como debêntures da Braskem classificadas como D e C, que somam cerca de 0,5% do patrimônio. A gestora ressalta que a expectativa de retorno não representa promessa nem garantia de rentabilidade futura.