CLIN11

CLAVE ÍNDICES DE PREÇOS FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO RESPONSABILIDADE LIMITADA

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

30/09/2026

Entrega

30/09/2026 23:20

Resumo

O CLIN11 apresentou em seu relatório referente a setembro de 2026, com data-base de agosto, uma redução no rendimento distribuído para R$ 0,95 por cota, frente a R$ 1,00 por cota no mês anterior. Essa alteração refletiu a queda do lucro líquido contábil, que passou de R$ 5,92 milhões (R$ 1,36 por cota) em julho para R$ 3,47 milhões (R$ 0,80 por cota) em agosto. O recuo decorreu sobretudo da menor receita de CRI, impactada pela desaceleração da inflação considerada no período, já que o IPCA com descasamento de dois meses variou 0,16%, ante 0,58% na competência passada. Para pagar o dividendo acima do lucro do mês, o fundo utilizou sua reserva de resultado acumulado, que passou de R$ 0,80 para R$ 0,65 por cota.

A principal novidade operacional foi a alocação de R$ 27,1 milhões na compra de cotas do FII MXRF11, montante equivalente a 6,3% do patrimônio líquido. A gestão classificou a posição como uma oportunidade tática de crédito líquido, financiada em parte pela reciclagem de capital com a alienação de CRIs como Log CP e TRX Renda Urbana, que geraram ganho de capital. O fundo também adquiriu R$ 6,0 milhões no CRI MRV FB com taxa de CDI + 2,50% ao ano, buscando retorno adicional de curto prazo via compra com deságio.

Em consequência dessas operações, a divisão de ativos da carteira mudou de 99% em CRI e 1% em FII para 93% em CRI e 7% em FII. A taxa média dos ativos indexados à inflação ajustou-se de IPCA + 10,45% para IPCA + 10,20% ao ano, enquanto a fatia de CDI passou a representar 3% do portfólio e o caixa em Tesouro Selic foi reduzido de 10,7% para 3,8% do patrimônio. O relatório também passou a explicitar o emprego de instrumentos de financiamento de longo prazo para gestão de liquidez, levando os ativos totais a somarem R$ 442,7 milhões, correspondendo a 103,1% do patrimônio líquido do fundo.

No mercado secundário, a cotação recuou de R$ 88,31 para R$ 85,89, mantendo desconto em relação à cota patrimonial, que ficou praticamente estável em R$ 98,77 (frente a R$ 98,80). A base de cotistas avançou ligeiramente para 11.038, enquanto a liquidez média diária caiu para R$ 644,9 mil. A gestão manteve a mensagem de que todo o portfólio segue 100% adimplente, concentrado nos setores residencial (32%), corporativo imobiliário (24%), logístico (15%) e varejo (14%).