No mês de referência de setembro de 2026, o CLIN11 anunciou a distribuição de rendimentos de R$ 1,00 por cota, ante R$ 0,95 por cota distribuídos no mês anterior. O lucro líquido contábil gerado no período foi de R$ 3,35 milhões (R$ 0,70 por cota), apresentando recuo em relação aos R$ 3,47 milhões (R$ 0,80 por cota) apurados em agosto. A receita de CRI somou R$ 0,72 por cota, frente a R$ 0,83 no relatório anterior, enquanto a receita proveniente de FIIs subiu de R$ 0,03 para R$ 0,11 por cota. Para viabilizar a distribuição em patamar superior ao resultado do mês, o fundo utilizou sua reserva acumulada, que passou de R$ 2,82 milhões (R$ 0,65 por cota) para R$ 1,83 milhão (R$ 0,42 por cota).
No mercado secundário, a cota a mercado do CLIN11 recuou de R$ 85,89 para R$ 85,40, elevando o dividend yield de mercado anualizado de 14,11% para 14,99%. A cota patrimonial manteve-se estável em R$ 98,77. A liquidez média diária de negociação (ADTV) registrou expansão, saindo de R$ 644,9 mil para R$ 866,2 mil, ao passo que a base de cotistas cresceu de 11.038 para 11.157 investidores.
Em relação à movimentação de carteira, a principal aquisição foi a entrada do CRI JHSF Cidade Jardim II, no montante de R$ 9,4 milhões e taxa de IPCA + 9,0908% ao ano, lastreado em contratos de locação no Shopping Cidade Jardim. Por outro lado, a operação do CRI BTLA deixou de figurar na tabela de ativos do portfólio. A posição em caixa alocada no Tesouro Selic DI apresentou redução de R$ 16,3 milhões (3,8% do patrimônio líquido) no relatório passado para R$ 6,3 milhões (1,5% do patrimônio líquido).
No acompanhamento de crédito, a gestão destacou um evento operacional relevante no CRI GD Elleven. A comercializadora Matrix solicitou a rescisão do contrato de compra de energia, estando em negociação uma compensação financeira para cobrir o período de transição até que a Minum assuma o fornecimento sob um novo contrato de 13 anos. A comercialização ocorrerá em formato de ramp-up até setembro de 2027, período em que os recursos gerados terão destinação prioritária às despesas das usinas e ao serviço dos CRIs seniores.
Na composição setorial e indicadores do portfólio, os títulos atrelados ao IPCA continuam correspondendo a 95% do patrimônio, porém o spread médio dessa parcela recuou de IPCA + 10,20% para IPCA + 9,56% ao ano. Setorialmente, a exposição ao varejo avançou de 14% para 17%, enquanto o segmento logístico recuou de 15% para 13% e o residencial variou de 32% para 31%. Em sua análise macroeconômica, a gestão revisou para cima a projeção do IPCA doméstico e alterou sua expectativa para a taxa Selic, esperando agora estabilidade em 13,75% até o encerramento de 2027, em substituição ao corte para 12,50% antes estimado. A gestora avalia que as oscilações recentes nas cotações dos FIIs decorrem da abertura das taxas de desconto pós-eleição, sem que tenha havido deterioração na qualidade de crédito dos ativos do CLIN11.