As demonstrações financeiras do CCME11 em 31 de dezembro de 2025, auditadas pela PwC com opinião sem ressalvas, mostram um patrimônio líquido de R$ 709,7 milhões, ante R$ 682,1 milhões em 2024. O ativo total chegou a R$ 720,5 milhões, com destaque para certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) em R$ 298,6 milhões (42% do PL), cotas de fundos imobiliários em R$ 149,7 milhões (21%), operações compromissadas em R$ 124,6 milhões (18%) e propriedades para investimento em R$ 126 milhões (18%). O passivo é baixo, em R$ 10,8 milhões, principalmente rendimentos a distribuir.
O fundo registrou lucro líquido de R$ 95,8 milhões em 2025, contra R$ 14 milhões em 2024, impulsionado por rendimentos de CRIs (R$ 47,3 milhões), ajustes positivos em cotas de FIIs (R$ 13,3 milhões) e ações, além de receita de aluguéis e venda do imóvel Hotel Aurora por R$ 18,5 milhões. O lucro por cota foi R$ 1,41 (R$ 0,21 em 2024), elevando o valor patrimonial da cota para R$ 10,47. Foram distribuídos R$ 68,2 milhões em rendimentos (95% do resultado apurado pelo regime de caixa), com preço de cota variando de R$ 7,35 em janeiro a R$ 9,06 em dezembro.
Os principais assuntos de auditoria focaram na mensuração a valor justo de CRIs, cotas de FIIs (como Canuma Capital Renda Varejo, 100% detido), propriedades (Kaza Co-Living) e operações compromissadas, com procedimentos que confirmaram consistência das premissas. O fluxo de caixa foi positivo em investimentos (R$ 145 milhões, por vendas de cotas e CRIs), com caixa subindo para R$ 124,6 milhões. As notas destacam riscos como crédito, mercado, liquidez e tributário, com políticas de mitigação via diversificação e monitoramento.