CACR11

CARTESIA RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIOS - FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO DE RESPONSABILIDADE LIMITADA

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

30/09/2026

Entrega

15/10/2026 18:40

Resumo

O relatório gerencial de setembro de 2026 do CACR11 destaca a suspensão na distribuição de rendimentos no mês, com provento de R$ 0,00 por cota, após o pagamento de R$ 0,04 por cota em agosto. O resultado apurado pelo regime de caixa recuou para R$ 0,02 por cota, somando R$ 97,7 mil, ante R$ 0,04 por cota (R$ 178,6 mil) no mês anterior, pressionado pela diminuição das receitas de juros recebidos. A gestão reforça que mantém a diretriz de reter a liquidez gerada pelas operações para priorizar a continuidade das obras dos empreendimentos, visando preservar as garantias do fundo em detrimento da distribuição de dividendos no curto prazo.

No mercado secundário, a cotação a mercado do CACR11 encerrou setembro a R$ 14,51, acumulando queda mensal de 10,21% em comparação aos R$ 16,16 de agosto, com o múltiplo P/VP atingindo 15,78%. A cota patrimonial registrou leve retração de R$ 92,59 para R$ 91,96, resultando em um patrimônio líquido de R$ 444,7 milhões. O volume financeiro médio diário negociado recuou consideravelmente, passando de R$ 609 mil em agosto para R$ 220 mil em setembro, enquanto a base de cotistas caiu de 23.734 para 23.581 investidores. Por outro lado, o saldo de correção monetária e juros acruados sem efeito caixa aumentou de R$ 23,9 milhões (R$ 4,94 por cota) para R$ 24,9 milhões (R$ 5,15 por cota).

No âmbito administrativo e de governança, o fundo segue em processo de transição decorrente da renúncia da administradora BRL Trust, formalizada em julho. Houve avanço no atrito relativo à auditoria das demonstrações financeiras de 2025, com a gestora notificando a BRL Trust extrajudicialmente em setembro devido aos sucessivos atrasos da RSM Brasil na entrega dos relatórios contábeis. Paralelamente, a gestão atua junto às securitizadoras para substituir a Trustee DTVM, que teve liquidação decretada pelo Banco Central no início de setembro e atuava como agente fiduciário em diversas operações do portfólio.

A carteira de recebíveis do CACR11 permanece integralmente alocada no segmento residencial e indexada ao IPCA, com taxa média de juros de 12,76% ao ano, dividida em 97,78% em CRIs e 2,22% em caixa. O fundo mantém desenquadramento aos limites regulatórios de concentração por ativo e projeta que a regularização por meio de coinvestimentos e mercado secundário se estenderá por 2027. Quanto aos empreendimentos financiados, as previsões de lançamento dos projetos Viva, Real Park e Santo André foram postergadas de segundo semestre de 2026 para o período entre o quarto trimestre de 2026 e o primeiro trimestre de 2027. No andamento físico das obras, foram registradas pequenas evoluções no Real Park (14,98%), Alto Lindóia (33,18%) e Mallorca (37,12%), enquanto o projeto Viva permaneceu estagnado em 7,04% e o Monte Cristo segue com obras 100% concluídas e repasses em andamento.