BTRU11

BTG PACTUAL RENDA URBANA FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO RESPONSABILIDADE LIMITADA

Demonstrações Financeiras - Substituição de administrador

Ativo

Referência

29/05/2026

Entrega

31/08/2026 10:40

Resumo

Este documento apresenta as demonstrações contábeis auditadas de BTRU11, elaboradas pela Ernst & Young com parecer sem ressalvas, cobrindo o período de 1º de julho de 2025 a 29 de maio de 2026, data escolhida por ser a encerramento das operações sob a antiga administração. O ponto central do documento é a aprovação, em assembleia de cotistas realizada em 28 de maio de 2026, da transferência da administração para o BTG Pactual Serviços Financeiros S.A., da gestão para o BTG Pactual LTDA. e da custódia e escrituração para o banco BTG Pactual S.A., com efetivação a partir de 1º de junho de 2026. Por conta dessa transição, as demonstrações não são apresentadas de forma comparativa com períodos anteriores, fato destacado pelo auditor como assunto de ênfase, embora sem ressalva à opinião.

Em relação à situação patrimonial, o fundo encerrou o período com patrimônio líquido de aproximadamente R$ 758,4 milhões, distribuído em cerca de 8,9 milhões de cotas, com valor patrimonial por cota de R$ 85,23. As propriedades para investimento representam R$ 687,4 milhões, ou 90,64% do patrimônio, e são compostas principalmente por imóveis de uso comercial (lojas C&A em shoppings e centros urbanos e o empreendimento Unitoledo, em Araçatuba), avaliados a valor justo por laudo da Colliers usando fluxo de caixa descontado, com taxas de desconto entre 8,75% e 9,50% e horizonte de 10 anos. No período, houve ajuste negativo a valor justo de R$ 18,8 milhões, venda de alguns imóveis (São Luiz e outras lojas anteriormente alienadas) e recebimentos relevantes de vendas a prazo, com saldo de R$ 40,6 milhões a receber em 29 de maio de 2026. O caixa ao fim do período era de R$ 34,2 milhões.

Quanto ao desempenho, o fundo obteve receita de aluguéis de R$ 62,1 milhões no período e lucro líquido de R$ 44,7 milhões (R$ 5,02 por cota), o que correspondeu a um retorno sobre o patrimônio líquido de 5,58%. A taxa de administração e gestão consumiu R$ 6,1 milhões e a taxa de performance R$ 5,3 milhões, totalizando encargos debitados ao fundo de cerca de 1,54% do patrimônio líquido médio. Foram distribuídos aos cotistas R$ 94,1 milhões em rendimentos no período, o equivalente a um valor médio de R$ 9,70 por cota. Não houve emissão de cotas, não há demandas judiciais registradas e não foram identificados eventos subsequentes relevantes. Vale registrar que a cotação de mercado da cota caiu de cerca de R$ 108 em janeiro para R$ 84,99 em maio de 2026, encerrando o período abaixo do valor patrimonial.