No relatório de agosto de 2026, o BTCI11 distribuiu R$ 0,103 por cota, uma redução em relação aos R$ 0,105 do mês anterior, correspondendo a rentabilidade mensal de 1,15% (julho) contra 1,13% (junho na série do relatório atual). A receita de CRI subiu de R$ 8,3 milhões em junho para R$ 10,9 milhões em julho, reflexo direto do aporte feito no mês anterior. O patrimônio líquido segue em R$ 1,00 bilhão, com cota patrimonial de R$ 10,09 e cota de mercado de R$ 9,14, uma leve recuperação frente aos R$ 9,12 de julho. O número de cotistas aumentou de 211.601 para 214.866, e o dividend yield de mercado caiu de 14,7% para 14,4% ao ano. O volume financeiro diário médio recuou de R$ 5,0 milhões para R$ 2,4 milhões, voltando ao patamar de maio.
Na carteira, o percentual do patrimônio líquido investido caiu de 97,5% para 95,1%, com o caixa em renda fixa subindo de R$ 19 milhões (1,9% do PL) para R$ 42,2 milhões (4,2% do PL), indicando que o gestor está segurando mais liquidez aguardando oportunidades de originação. Houve mudanças relevantes na composição dos CRIs táticos: o Tático Gen. Shoppings, presente em julho com cerca de R$ 13 milhões, desapareceu da lista, restando apenas Iridium e Helbor 2. Ao mesmo tempo, a posição mais antiga do fundo, que aparecia como Portfólio Imob. Div., foi transformada/renomeada em You Reestruturação, com saldo em curva ampliando de R$ 82,2 milhões para R$ 99,8 milhões e passando a representar 9,9% do PL, a maior posição individual da carteira, a IPCA + 11,50% na emissão. Com isso, a exposição residencial aumentou de 35,5% para 38,0% do PL, enquanto corporativo imobiliário caiu de 5,8% para 4,2% e logístico recuou de 33,7% para 32,7%.
Outros movimentos na carteira incluem amortizações em operações de curto prazo: Conx reduziu o saldo de R$ 27,9 milhões para R$ 14,0 milhões, Airport Town de R$ 19,5 milhões para R$ 9,8 milhões, e BTLC de R$ 6,0 milhões para R$ 3,1 milhões, aproximando-se dos vencimentos. A duration da carteira mudou de perfil, com a fatia acima de 5 anos caindo de 56% para 53% e a faixa de 3 a 4 anos subindo de 24% para 35%, enquanto o spread médio a mercado recuou de IPCA + 10,38% para IPCA + 10,15%, sinal de leve compressão nas taxas de CRIs. Nenhum CRI novo estrutural foi adquirido em agosto, diferente de julho, quando entrou o CRI Cury a IPCA + 8,64%. A operação Le Biscuit segue em tratativas após a recuperação judicial da companhia, sem mudança na descrição, e todas as demais operações permanecem adimplentes.
Na visão do gestor, o tom sobre juros mudou: o cenário-base agora é de apenas mais um corte de 25 pontos-base na Selic, chegando a 13,75%, com inflação desacelerando (IPCA-15 em -0,40% no mês). Sobre o IFIX, agosto marcou o terceiro mês consecutivo de quedas (-0,32%). No residencial, o gestor destaca o contraste entre o estoque elevado de imóveis de médio e alto padrão em São Paulo (26 meses de venda, o maior desde 2017) e o crédito subsidiado aquecido via Minha Casa Minha Vida, que cresceu 38% no semestre, com inadimplência habitacional caindo de 1,60% para 1,45%. Em razão disso, a originação segue concentrada em empresas de alta qualidade de crédito com forte atuação no segmento econômico/baixa renda. As operações em estruturação continuam focadas nos segmentos residencial, logístico e shoppings de padrão AAA.